Honduras suspende toque de recolher

Governo interino diz que medida cumpriu o papel de reduzir crime e acalmar população

12 de julho de 2009 | 13h48

O governo interino de Honduras suspendeu o toque de recolher noturno, que estava em vigor desde que o presidente eleito, Manuel Zelaya, foi retirado do poder, há duas semanas. Segundo a BBC, em um pronunciamento na televisão, o governo interino de Roberto Micheletti disse que a medida "atingiu seu objetivo" de sufocar os protestos da oposição. "O governo conseguiu não só reduzir o crime em todo país, como também restaurar a calma para o povo de Honduras."

 

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Zelaya foi retirado do poder e forçado a deixar o país sob a mira de uma arma no dia 28 de junho. Ele tentou voltar ao país no fim de semana seguinte, mas foi impedido pelo governo interino, que ordenou que veículos militares bloqueassem a pista do aeroporto. Pelo menos um partidário de Zelaya foi morto em confrontos.

A crise política em Honduras começou depois que Manuel Zelaya tentou realizar um referendo para perguntar à população se apoiava mudanças na constituição. A oposição diz que isso teria levado à remoção do atual limite de um mandato para o presidente e teria aberto caminho para uma possível reeleição de Zelaya.

 

O toque de recolher esteve vigente nos últimos dias das 23h às 4h, do horário local, e foi reduzido gradualmente de meia em meia hora todo dia. Nos primeiros dias, o toque de recolher foi das 21h às 6h, e no dia 5, ele passou a valer a partir das 18h30, logo depois de incidentes entre militares e seguidores de Zelaya que se concentraram no aeroporto de Tegucigalpa à espera de seu fracassado retorno ao país, em atos que deixaram dois mortos e 10 feridos.

 

Durante o toque de recolher foram restringidas, mediante um decreto parlamentar, as garantias constitucionais de liberdade pessoal, liberdade de associação e de reunião, de circular livremente, sair, entrar e permanecer no território nacional.

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