Honduras volta atrás e aceita receber missão da OEA

Antes, Micheletti disse que não receberia a delegação pela presença do secretário-geral da OEA

Reuters e Ansa,

10 de agosto de 2009 | 07h38

O regime de facto de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, reconsiderou seu posicionamento e aceitou a visita da missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA), desde que o secretário-geral José Miguel Insulza participe na condição de observador.

 

Micheletti afirmou no domingo que resolveu uma discordância com a OEA sobre a visita do chefe da entidade diplomática ao país da América Central para discutir a crise política local. O governo que administra Honduras desde o golpe de junho havia dito ao secretário-geral da OEA para permanecer longe do país após ter declarado apoio ao presidente deposto Manuel Zelaya. No entanto, as autoridades mais tarde mudaram de posição e disseram que Insulza poderia visitar Honduras com uma missão de chanceleres da América Latina nas próximas semanas, mas apenas como obervador.

 

Durante visita a Honduras dias após militares terem expulsado Zelaya do país no dia 28 de junho, Insulza pediu o retorno do presidente ao poder e não se encontrou diretamente com o líder interino Roberto Micheletti. O governo de facto de Honduras acusou Insulza de "falta de objetividade, imparcialidade e profissionalismo."

 

A OEA, com sede em Washington, suspendeu Honduras do principal órgão diplomático do Ocidente após o golpe, na primeira suspensão de um Estado membro desde Cuba em 1962. Insulza planejava viajar para Tegucigalpa na terça-feira. O objetivo da delegação - composta por chanceleres da Argentina, México, Canadá, Costa Rica, República Dominicana, Jamaica - é buscar uma solução à crise institucional em Honduras, causada pelo do golpe de Estado contra Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.

 

A OEA suspendeu Honduras no último dia 4 de julho, mas o governo de facto sustenta que a resolução não impede "a manutenção ou continuidade das relações diplomáticas normais entre o governo da República de Honduras com os estados-membros da OEA, os quais em exercício da sua soberania e de seus interesses políticos, econômicos e de segurança, podem manter as relações" diplomáticas.

 

A situação de Honduras deve ser discutida na reunião dos "três amigos" entre o presidentes dos EUA, Barack Obama, e os líderes de México e Canadá. Obama cancelou uma ajuda militar de 16,5 milhões de dólares para Honduras e condenou a deposição de Zelaya, assim como outros governos da América Latina e a União Europeia. Os esforços do mediador Oscar Arias, presidente da Costa Rica, até agora não chegaram a qualquer resultado.

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