Hospital colombiano é preparado para receber Ingrid

Autoridades do departamento de Guaviare montam hospital para possível uso em missão de resgate da refém

Efe,

03 de abril de 2008 | 16h31

As autoridades do departamento colombiano de Guaviare montaram um hospital para possível uso da missão médica liderada pela França e criada para prestar atendimento a Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2002. O governador de Guaviare, Oscar López, garantiu nesta quinta-feira, 3, que as medidas de segurança no aeroporto local e em seus arredores foram reforçadas diante da possível chegada do avião francês, que aterrissou na base militar de Bogotá nesta quinta. Veja também:Missão humanitária para resgate de Ingrid chega à ColômbiaLula: 'País só intervém no caso se Colômbia pedir'Filho de Ingrid diz que morte 'é questão de horas' Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região  O Brasil tem sido omisso no caso Ingrid Betancourt?   "Neste momento a informação é de que a comissão chegou a Bogotá, mas não foi confirmado se vem para Guaviare. Este é um departamento de portas abertas, ainda mais para uma missão humanitária", disse López. O governador acrescentou que as autoridades locais "estão prontas" para atender e colaborar com a missão humanitária, da qual participam Espanha, França e Suíça, e que dispõem de toda a infra-estrutura para garantir o sucesso da operação. "Há um hospital que está preparado para atendê-la caso seja necessário. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está encarregado do restante. O importante é que Ingrid Betancourt seja finalmente libertada", disse López.A operação humanitária começou na última quarta-feira, 2, em Paris, um dia depois de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, informar seu colega colombiano, Álvaro Uribe, sobre a missão e lhe pedir condições para realizá-la. A equipe inclui um médico e dois diplomatas, um dos quais é o ex-cônsul francês em Bogotá Noel Saez, que foi o emissário francês nos contatos com as Farc nos últimos anos. Além de Ingrid, cujo estado de saúde é grave, a missão tentará prestar assistência médica a outros doentes do grupo de 40 reféns que as Farc pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos.

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