Hugo Chávez e Cemex chegam a acordo sobre expropriação

Empresa de cimento mexicana será administrada por 'comissão de transição'; valor da venda será negociado

Associated Press,

27 de agosto de 2008 | 17h18

O governo venezuelano chegou a um acordo com a empresa de cimento mexicana Cemex para assumir plenamente os ativos da filial do grupo que foi expropriada na semana passada, anunciou nesta quarta-feira, 27, o presidente Hugo Chávez, em rede nacional. Ele disse que foi firmado na terça um acordo com o grupo mexicano para "realizar a entrega do controle e operações da Cemex Venezuela."   Sobre o valor da venda, o presidente disse apenas que um "preço justo" será negociado até 26 de setembro. O contrato, firmado por Héctor Medina, vice-presidente da empresa, e Rafael Ramírez, ministro venezuelano do Petróleo e Energia, prevê que a "administração da Cemex ficará a cargo de uma comissão de transição", que substitui a antiga direção da companhia, em virtude do decreto de expropriação anunciado no dia 19, segundo a agência France Presse.   Durante um encontro com ministros no Palácio Presidencial, Chávez indicou que o acordo foi alcançado graças a mediação do embaixador mexicano em Caracas, Jesús Mario Chacón.   O vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizalez, disse que os primeiros que o governo dará quando assumir o controle da Cemex será conter a contaminação que a empresa gera, problema que, segundo ele, foi "não foi cuidado" pelo grupo mexicano.   Representantes do governo venezuelano disseram na semana passada que haviam oferecido US$ 800 milhões à Cemex, que pedia US$ 1,2 bilhão pela venda. Na última quarta-feira, a companhia disse que iria buscar um tribunal internacional, mas, segundo Carrizales, logo depois a empresa pediu a volta das negociações. Os ativos da Cemex na Venezuela incluem três fábricas de cimento com capacidade anual de 4,6 milhões de toneladas.  

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