Hugo Chávez expulsa embaixador americano da Venezuela

Presidente venezuelano diz que ato é em solidariedade à Bolívia, cujo representante foi expulso dos EUA

Efe e Reuters,

11 de setembro de 2008 | 21h12

 O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu 72 horas para o embaixador americano em Caracas deixar o país, em um ato que disse ser em solidariedade ao governo da Bolívia, cujo representante foi expulso de Washington nesta quinta-feira, 11. "Já basta de tanta merda de vocês, ianques de merda", declarou o líder venezuelano, em um ato político no Estado de Carabobo. Veja também:Assista ao vídeo da expulsão do embaixador EUA expulsam embaixador boliviano em represália Chávez ameaça 'apoio armado' à Bolívia se Evo for derrubadoSobe para oito número de mortos em protestos na BolíviaEntenda os protestos da oposição na BolíviaEnviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia Imagens das manifestações   "Na Venezuela, os povos do mundo têm um país solidário. Há milhões de nós dispostos a lutar pela Bolívia", continuou. Mais cedo, Chávez disse que se presidente boliviano, Evo Morales, fosse "derrubado" ou "morto" durante os protestos da oposição que agitam a Bolívia, haveria "sinal verde para apoiar qualquer movimento armado" no país.  O líder venezuelano destacou que seu governo "quer a paz", mas está disposto a "exigir respeito" para os governos e líderes legítimos da América Latina. Na quarta-feira, Evo pediu a expulsão do embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, acusando-o de incentivar o separatismo em seu país.  Nesta quinta, Washington respondeu que a medida foi um "erro grave", e também expulsou o representante boliviano do país. A Bolívia vive nesta quinta o terceiro dia consecutivo de violência em várias regiões do país, todas controladas por opositores autonomistas que exigem a restituição de um imposto sobre o gás e o petróleo que antes era repassado para os governos dos departamentos bolivianos e são contra a nova proposta constitucional do governo.  Até agora, o Exército boliviano não interveio na crise, mas Evo alertou que sua "paciência tem limite."

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaEUABolívia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.