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Hugo Chávez rejeita debate eleitoral e irrita adversário

Presidente disse que teria 'vergonha' de medir-se contra uma pessoa que 'não é uma entidade'

ANDREW CAWTHORNE, REUTERS

19 de junho de 2012 | 09h20

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, descartou na segunda-feira, 19, participar de um debate eleitoral com o adversário Henrique Capriles, dizendo que teria "vergonha" de medir-se contra uma pessoa que "não é uma entidade".

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Intensificando a retórica na polarizada campanha para as eleições em 7 de outubro, Capriles respondeu que os venezuelanos estavam cansados ??da série de insultos do líder socialista.

Lutando contra uma reincidência do câncer que o manteve afastado de eventos públicos, Chávez, de 57 anos, lidera as pesquisas de opinião mais importantes por uma margem de dois dígitos e as autoridades estão esbanjando confiança de uma confortável reeleição.

A campanha de Capriles, no entanto, insiste que algumas pesquisas são tendenciosas e que muitos venezuelanos estão com medo de expressar suas verdadeiras opiniões. A campanha da oposição está começando a progredir.

Questionado em uma entrevista coletiva se ele estaria preparado para um debate com Capriles, Chávez respondeu: "Eu teria vergonha, porque o que você tem aí não é nada... Eu gostaria de enfrentar um peso-pesado e não um pessoa que não é uma entidade."

Desde que Capriles, um jovem governador de centro-esquerda, ganhou as primárias da principal coalizão de oposição em fevereiro, Chávez não se referiu a ele pelo nome, preferindo usar uma série de insultos incluindo "porco" e "perdedor".

Capriles tem procurado concentrar sua campanha sobre os problemas diários dos venezuelanos --desemprego, crime e gargalos nos serviços sociais-- em vez de ser arrastado para uma disputa retórica.

No entanto, ele respondeu duramente na segunda-feira ao mais recente ataque de Chávez.

"O candidato do atraso nunca poderia debater com ninguém, ele só sabe insultar e desonrar pessoas, um discurso desgastado e tedioso", disse ele no Twitter.

Chávez parece ter conquistado uma simpatia considerável por causa do câncer, enquanto sua popularidade entre os pobres continua elevada devido aos gastos pesados ??em projetos sociais e a seu carisma pessoal.

Capriles, que em contraste projeta uma imagem de juventude e energia, está atraindo grandes multidões em suas visitas diárias a cantos remotos da Venezuela e está prometendo um governo ao estilo "esquerda moderna", inspirado no Brasil, caso ganhe de Chávez.

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