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Human Rights Watch pede fim de prisões de oposicionistas na Venezuela

Entidade condenou detenção de presidente da Globovisón e de ex-governador oposicionista

25 de março de 2010 | 22h48

Efe

 

WASHINGTON- A organização Human Rights Watch (HRW) afirmou nesta quinta-feira, 25, que a prisão de dois críticos do governo da Venezuela representa "um forte golpe" na liberdade de expressão do país, e pediu o fim de detenções com esse caráter.

 

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As leis de desacato, que punem as manifestações consideradas ofensivas à honra de funcionários públicos e instituições, infringem diretamente as normas sobre direitos humanos, disse a HRW em um comunicado.

 

"Processar penalmente uma pessoa por uma expressão crítica que é protegida em qualquer democracia é um precedente muito ruim", afirmou José Miguel Vivanco, diretor da HRW para as Américas.

 

"Dadas as limitações a um julgamento justo, produto do cercamento político do Tribunal Supremo por parte do governo, é muito provável que as violações à liberdade de expressão se agravem", advertiu o ativista.

 

"Agora parece que estamos ingressando em um período mais obscuro no qual estas leis draconianas são implementadas", acrescentou.

 

O presidente da emissora de TV Globovisión, Guillermo Zuloaga, foi preso nesta quinta no aeroporto de Punto Fijo, quando viajava em férias às Antilhas Holandesas.

 

Pela noite, após uma audiência de duas horas em Caracas, Zuloaga foi liberado com uma medida cautelar que impede sua saída do país.

 

Álvarez Paz, ex-governador do estado de Zulia, foi preso na noite de segunda após ter declarado no canal Globovisión que o governo de Chávez violava os direitos humanos e tinha vínculos com o terrorismo e o narcotráfico.

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