Identificadas três guerrilheiras feridas em ataque no Equador

São duas cidadãs colombianas, que se encontram sob forte vigilância, e uma mexicana

Efe,

04 de março de 2008 | 04h00

As três guerrilheiras feridas no ataque de militares da Colômbia dentro de território do Equador contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram identificadas nesta segunda-feira, 3, como duas cidadãs colombianas e uma mexicana, confirmou à Agência Efe uma fonte do Hospital Militar de Quito. Veja também: Dê sua opinião sobre o conflito   Veja a repercussão na imprensa internacional     Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Colômbia não descarta acordo político entre Equador e Farc Militar dos EUA esteve em Bogotá antes de ação contra ReyesEquador rompe relações diplomáticas com a ColômbiaColômbia acusa Chávez de ter dado US$ 300 milhões às FarcOEA pede reunião para resolver crise entre Colômbia e EquadorPerfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcColômbia deve 'pedido de desculpas' ao Equador, afirma AmorimMinistro equatoriano admite que se reuniu com líder das Farc Segundo a fonte, a cidadã mexicana se chama Lucía Alicia Moret e foi visitada nesta segunda por responsáveis do consulado do México em Quito para saber de seu estado. As outras duas guerrilheiras são Marta Pérez e Doris Bohórquez, ambas colombianas, que se encontram sob uma estrita vigilância para garantir sua segurança. As três feridas foram levadas para Quito ontem da cidade amazônica de Nueva Loja, capital de Sucumbíos, a província onde aconteceram os fatos, após serem recolhidas pelos militares equatorianos que foram ao local onde aconteceu o ataque. A rede Ecuavisa destacou que entre as três feridas não se encontra Olga Marín, esposa de "Raúl Reyes", porta-voz internacional das Farc, que foi um dos 21 mortos no ataque militar colombiano em território equatoriano. A emissora de televisão assinalou que Olga Marín, filha do líder das Farc, Manuel Marulanda "Tirofijo", poderia estar entre os 19 corpos recuperados pelos militares equatorianos. Nesta segunda-feira, o Equador rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia devido à incursão armada do exército colombiano no sábado em território equatoriano, contra a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O governo equatoriano também enviou 3.200 soldados para a fronteira, em uma inusitada mostra de força, e negou manter relações com as Farc.

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