Igreja cubana defende libertação de presos e diálogo com os EUA

Sofrendo pressão internacional, o cardeal Jaime Ortega pede colaboração e respeito aos presos

Esteban Israel, Reuters

19 de abril de 2010 | 19h55

O líder da Igreja Católica em Cuba, cardeal Jaime Ortega, pediu, em entrevista publicada nesta segunda-feira, 19, que o regime comunista liberte seus presos políticos e retome o diálogo com os Estados Unidos.

 

Na entrevista, publicada pela revista católica Palabra Nueva (www.palabranueva.net), o arcebispo de Havana diz que Cuba atravessa uma "situação muito difícil".

 

As autoridades cubanas têm sofrido pressão internacional para libertar cerca de 200 dissidentes que estariam detidos, e as críticas aumentaram depois da morte, em fevereiro, do preso político Orlando Zapata, após 85 dias de greve de fome, e das agressões, em março, ao grupo Damas de Blanco, que reúne familiares de dissidentes presos.

 

"Com respeito aos presos por causas políticas, a Igreja fez historicamente todo o possível para que sejam postos em liberdade, não só os doentes, mas também outros", disse Ortega.

 

O presidente cubano, Raúl Castro, afirma haver uma campanha internacional contra o regime comunista, e já advertiu que não cederá a "chantagens".

 

Ortega disse que a "violência midiática" contra Cuba exacerba a crise, mas alertou sobre incidentes de violência dentro da ilha, e qualificou de "penoso" o assédio de simpatizantes do governo às Damas de Blanco.

Tudo o que sabemos sobre:
CubapresosEUAIgreja

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.