Igreja já iniciou preparativos para receber reféns das Farc

Um cabo e um soldado, além dos restos mortais do capitão da Polícia Julián Guevaras serão libertados pelas Farc

Efe

16 de dezembro de 2009 | 03h15

O secretário da Conferência Episcopal da Colômbia, monsenhor Juan Vicente Córdoba, disse nesta terça-feira, 15, que a entidade iniciou a "logística final" para a libertação de dois militares sequestrados pelas Farc, pois as partes envolvidas na gestão já estão de acordo.

 

Córdoba garante que o Governo, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a Igreja Católica, a senadora Piedad Córdoba e o Alto Comissariado para a Paz na Colômbia estão totalmente de acordo sobre todas as condições.

 

O secretário disse que, após reunião na casa de Piedad Córdoba, não podia entregar maiores detalhes dos avanços para a libertação do cabo Pablo Emilio Moncayo e do soldado Josué Calvo, além da entrega dos restos mortais do capitão da Polícia Julián Guevara, que faleceu quando estava em poder das Farc.

 

No entanto, assegurou que o mais importante é que todos os setores estão de acordo "e isso nos dá uma garantia (para a libertação)", assinalou. Afirmou ainda que já podia garantir que a libertação vai acontecer em breve, mas esclareceu que "ainda não se pode dizer ao país nem o dia e nem a hora, pois faltam detalhes técnicos, mas tudo já está mais claro".

 

As declarações de Córdoba aconteceram horas depois que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, assegurou que seu Governo cumpriu "todas as exigências" das Farc para a libertação de dois dos militares que têm em seu poder. As Farc exigem que Piedad Córdoba, mediadora em anteriores libertações, participe junto com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a Igreja Católica na missão humanitária que deve receber o reféns e os restos de Guevara, condição aceita pelo Governo.

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