Ike começa a ganhar força no Golfo em direção ao Texas

Meteorologistas afirmam que furacão deve chegar a categoria três ou quatro nas próximas horas

Agências internacionais,

10 de setembro de 2008 | 07h55

O furacão Ike começou a se fortalecer nas águas do Golfo do México depois de deixar Cuba em direção aos EUA, segundo boletim do Centro Nacional de Furações (NHC, sigla em inglês) desta quarta-feira, 10. Os meteorologistas disseram que o ciclone, de categoria 1, com ventos de 150 quilômetros por hora, poderia crescer para a categoria 3 antes de atingir o litoral do Texas, o   Às 12h (hora de Brasília), o furacão encontrava-se 365 quilômetros a oeste-sudoeste da região das Florida Keys e 690 quilômetros ao sudeste do delta do rio Mississippi. O Texas colocou em alerta 7.500 membros da Guarda Nacional e preparou a desocupação de 1 milhão de pessoas do empobrecido Vale do Rio Grande, incluindo dezenas de milhares de imigrantes ilegais. O México já emitiu um alerta preventivo, enquanto Cuba tenta se recuperar da destruição provocada pelo segundo furacão que atingiu a ilha em menos de duas semanas e deixando quatro mortos.   Durante quase 48 horas, o ciclone atravessou a ilha cubana de leste a oeste com chuvas torrenciais e ventos que mataram pelo menos quatro pessoas e provocaram extensos danos materiais. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha. O NHC acredita que o Ike voltará a ser um furacão de grande intensidade conforme atravessar as águas quentes do Golfo, possivelmente de categoria 3 ou 4 na escala Saffir-Simpson - que vai até 5 - antes de atingir a costa do Texas na noite de sexta-feira, segundo trajetória prevista.   O ciclone deixou ainda pelo menos 66 mortos durante a passagem pelo Haiti, e em Cuba obrigou a retirada de mais de um milhão de pessoas de áreas de risco, 10% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha, segundo fontes oficiais. A capital, Havana, está sem eletricidade desde segunda-feira por conta dos cortes preventivos de energia, além de ter sofrido vários deslizamentos de terra.   A atual temporada de furacões do Atlântico, entre 1 de junho e 30 de novembro, já formou cinco ciclones. Os meteorologistas adiantaram que este seria um período muito ativo, com a possibilidade da formação de 14 a 18 tempestades tropicais, dentre as quais de sete a dez poderiam se transformar em furacões.   (Com Gustavo Nicoletta, da Agência Estado)   Matéria atualizada às 14h05.

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