Imprensa divulga fotos que mostram Fujimori fora da cela

Ex-presidente do Peru aparecesse passeando a cerca de 200 metros de sua zona de reclusão exclusiva

Efe,

15 de outubro de 2009 | 13h18

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, condenado em primeira instância a 25 anos de prisão por violação dos direitos humanos, está descumprindo a pena imposta, denunciou a imprensa do Peru.

 

O programa "Prensa Libre" do canal "América TV" divulgou na quarta-feira, 15, duas fotografias, que também foram publicadas nesta quinta-feira, 16, pelo jornal La República, que mostram Fujimori passeando fora de sua exclusiva cela na sede da Direção de Operações Especiais da Polícia Nacional (Diroes), a leste de Lima.

 

As fotografias, que mostram Fujimori com o chefe da Diroes, Germán Flores, foram tiradas em julho, em um terreno próximo ao forno onde a polícia costumava queimar drogas confiscadas, indicaram os dois meios de comunicação.

 

O local fica a cerca de 200 metros da zona de reclusão do ex-governante peruano.

 

Em declarações ao "Prensa Libre", o ex-procurador adjunto de Direitos Humanos do ministério da Justiça Ronald Gamarra disse que "uma foto que mostra Fujimori nessas circunstâncias significa que ele estaria fora da prisão".

 

Já o congressista fujimorista Carlos Raffo disse que o ex-presidente não violou a lei porque, segundo ele, as fotografias foram tiradas dentro da área da penitenciária.

 

"Dentro das normas penitenciárias, os internos têm direito de colaborar com o melhoramento da infraestrutura", disse Raffo, após explicar que o ex-presidente pediu permissão para cultivar rosas no terreno onde foi fotografado.

 

"Alberto Fujimori pediu autorização para semear esse terreno e ali semeou uma série de cultivos de todo tipo, mas na maior parte do terreno cultivou rosas", explicou Raffo.

 

Atualmente, Fujimori está preso em uma área de 400 metros quadrados, que inclui um apartamento e um pátio, especialmente construído para ele dentro da Diroes.

 

O ministro de Justiça peruano, Aurelio Pastor, ordenou a abertura de uma investigação sobre o fato. "Pedi imediatamente uma investigação", disse Pastor à rádio "Programas del Perú", ao assegurar que dará nesta quinta-feira "uma explicação ao país sobre o ocorrido".

 

Pastor também disse que "não há absolutamente o risco de fuga. O pessoal responsável pela prisão é muito profissional e a segurança está garantida em todos os sentidos".

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