Inaugurada a 38ª Assembléia Geral da OEA

Reunião contará com representantes de 34 países; crise entre Equador e Colômbia é um dos temas do encontro

Efe,

01 de junho de 2008 | 21h48

A 38ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) foi inaugurada neste domingo, 1, em Medellín com a presença de ministros de Exteriores e representantes dos 34 países que formam o órgão.  Veja também:Ação contra Farc azedou clima entre Colômbia e EquadorPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   A assembléia da OEA, que comemora seu 60º aniversário, que este ano tem o lema "Juventude e valores democráticos", foi aberta pelo secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, e o presidente colombiano, Álvaro Uribe. No marco da assembléia se tratará, além disso, da crise atravessada por Colômbia e Equador, depois da ruptura de relações provocada pelo ataque colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano no dia 1º de março. Equador A ministra das Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, pediu neste domingo à OEA que investigue a veracidade dos computadores do ex-número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", ao afirmar que seu país não tolera a guerrilha. A chanceler do Equador fez a declaração em entrevista coletiva em Medellín, onde participará da Assembléia Geral da OEA. Salvador disse que o governo do Equador colabora na luta contra as Farc, apesar de que o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, não o reconheça. "Foram ditas muitas coisas. O Equador acredita na paz", disse a ministra, que acrescentou que seu país "pediu" à OEA que investigue "os computadores que supostamente" foram encontrados na incursão na qual morreram "Raúl Reyes" e outras 25 pessoas, entre elas quatro mexicanos e um equatoriano. A OEA atua para o restabelecimento das relações diplomáticas entre Colômbia e Equador, que foram rompidas em 3 de março, dois dias após o bombardeio. A chanceler equatoriana ressaltou que seu país espera que a revisão dos computadores, que supostamente ligam as autoridades equatorianas com as Farc, "determine tudo o que deve ser determinado". "O Equador tem sua consciência completamente limpa", declarou a chanceler, que acrescentou que, "apesar de o Governo colombiano não o reconhecer, o Equador combate as Farc" e destruiu 117 acampamentos dessa guerrilha, 47 deles na administração do presidente Rafael Correa.

Mais conteúdo sobre:
OEAEquadorColômbiaFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.