Incêndio suspende abastecimento em refinaria na Venezuela

Um incêndio destruiu uma doca onde um petroleiro estava sendo carregado neste sábado, interrompendo os trabalhos na refinaria Cardon, com capacidade de 310 mil barris de petróleo por dia, dias depois que outro incêndio afetou a distribuição de outra unidade do país membro da Opep.

MARIANNA PARRAGA, REUTERS

11 de setembro de 2010 | 16h28

A companhia estatal venezuelana PDVSA sofreu uma série de danos em sua rede de refino e distribuição nos últimos meses, mais recentemente por causa de um grande incêndio em um terminal de estoque usado para enviar petróleo para a China.

O incêndio da Cardon ainda não estava sob controle no início da tarde, disse uma fonte a par dos trabalhos da refinaria.

"Ainda estão tentando apagar o fogo. O navio estava sendo carregado na doca quando o incêndio começou", disse a fonte, que pediu anonimato, acrescentando que as seis docas da refinaria estavam fechadas por causa do incêndio.

A Cardon pode receber até 11 navios petroleiros de cada vez.

A mídia local informou que foram ouvidas sete explosões na manhã de sábado na Cardon, que faz parte de um dos maiores complexos de refinarias do mundo, o Centro de Refinaria Paraguana, da PDVSA, que tem capacidade total de refino de um milhão de barris por dia.

Raios causaram um grande incêndio no terminal de petróleo da PDVSA na ilha caribenha de Bonaire na quarta-feira. O incêndio foi apagado na sexta-feira, mas a produção ainda não foi retomada.

Outro incêndio causado pela mesma tempestade elétrica foi rapidamente controlado no terminal da PDVSA na ilha vizinha de Curaçao.

Em entrevista publicada em um jornal no sábado, o ministro do petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, disse esperar que o terminal Bonaire, que tem capacidade de estocar 12 milhões de barris, comece a operar de novo em alguns dias.

Ele não disse quando os carregamentos seriam retomados. O terminal recebe de 20 a 25 petroleiros por mês.

(Reportagem adicional de Deisy Buitrago)

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