Enrique Castro-Mendivil/Reuters
Enrique Castro-Mendivil/Reuters

Indígenas protestam contra repressão violenta no Peru

Confronto em manifestação contra leis de exploração de gás e petróleo na Amazônia deixou 34 mortos

Efe,

11 de junho de 2009 | 17h10

Centenas de indígenas bloquearam nesta quinta-feira, 11, uma estrada e um porto fluvial no Peru. A ação faz parte de uma greve nacional convocada para exigir a revogação definitiva dos decretos conhecidos como "leis da selva" e protestar contra a repressão policial ocorrida na semana passada.

 

Uma série de protestos de comunidades indígenas foi deflagrado em 9 de abril após a aprovação de leis que permitem a exploração de gás e petróleo por empresas multinacionais na região amazônica e enfraqueceriam seus direitos sobre terras ancestrais. Na última sexta-feira, 5, um violento confronto entre policiais e manifestantes deixou 34 mortos dos dois lados.

 

Vários grupos de índios organizaram uma mobilização pacífica em uma estrada na cidade de Yurimaguas, na região de selva de Loreto, disse um porta-voz policial. Segundo o jornal La República, cerca de dois mil agentes da Polícia especializada estão nas cidades ao redor da área tomada pelos indígenas. O porto fluvial de La Ramada, em Yurimaguas, também foi paralisado, informou a CPN Radio.

  

Após os incidentes o Congresso peruano decidiu nesta quarta-feira, 10, suspender indefinidamente, mas não revogar, dois dos decretos desaprovados pelos indígenas. A Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP) e outras organizações civis e sindicais também pretendem realizar nesta quinta-feira uma passeata em Lima em solidariedade às vítimas.

 

O relator da ONU para os povos indígenas, James Anaya, pediu uma "investigação séria sobre os atos relacionados ao confronto", e convocou os povos indígenas a manifestarem-se sempre "de forma pacífica". Para Anaya, as partes envolvidas devem "buscar consensos" com "tolerância".

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