Ingrid agradece Chávez por 'compromisso' com reféns das Farc

Ex-refém franco-colombiana da guerrilha colombiana finaliza em Caracas sua viagem pela América Latina

Efe,

09 de dezembro de 2008 | 07h28

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt agradeceu o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "com um abraço" por seu "compromisso" com a paz da Colômbia e seus "esforços" pela libertação dos seqüestrados da guerrilha. "Queria dizer que valeu a pena", afirmou a franco-colombiana aos jornalistas depois da reunião com o presidente na noite de segunda-feira, 8, em Caracas, sua última escala no giro pela América Latina.   Veja também: Ingrid pede ajuda a Lula com reféns Madonna encontra Ingrid Betancourt e Cristina Kirchner  O drama de Ingrid  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     Ingrid afirmou ainda que os governos da América Latina têm um "compromisso humanitário" com a Colômbia o qual, afirmou, abrirá o caminho para a libertação dos reféns. "O dia em que as Farc entregarem os seqüestrados, deixarão de ser terroristas". Segundo ela, sua viagem pela região garantiu o "compromisso" dos presidentes da Colômbia, Equador, Chile, Peru, Brasil, Bolívia e Venezuela não só pelas libertações das pessoas, mas também com a paz na Colômbia.   Foto: Efe   A política colombiana também pediu com "humildade" a Chávez que "ajude a libertar" os que permanecem na selva seqüestrados pela guerrilha. "Tenham fé, há uma cadeia de amor construída por todo o continente que vai nos ajudar e vai tirar vocês de lá", assegurou Ingrid a seus "companheiros" em cativeiro, a quem disse que "este será o último Natal" que passarão longe de suas famílias.   A ex-refém insistiu em que as Farc devem sofrer uma "mutação genética, uma mudança imensa" e "têm que se dar conta de que não há espaço neste continente para a luta armada". Ela ainda ressaltou como um passo favorável "a união dos presidentes da América do Sul para estabelecer condições que permitam não somente falar, mas também caminhar pela paz".

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