Ingrid Betancourt pede US$6,6 mi à Colômbia por sequestro

A política colombiana Ingrid Betancourt, que passou mais de seis anos como refém de rebeldes antes de ser resgatada pelo Exército, processou a Colômbia pelo seu sequestro, disse uma fonte do Ministério da Defesa nesta sexta-feira.

REUTERS

09 de julho de 2010 | 14h26

Segundo informações fornecidas à Reuters pela fonte do governo colombiano, que pediu para não ser identificada, Ingrid pede 6,6 milhões de dólares ao Estado por danos causados, com o estresse emocional e a perda de renda enquanto permaneceu em cativeiro em acampamentos secretos na selva de guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ingrid Betancourt, que também tem cidadania francesa, foi sequestrada pelas Farc durante sua campanha pela Presidência em 2002. Autoridades de segurança do governo haviam alertado a candidata contra a entrada nas áreas rurais, que estavam sendo disputadas por tropas e guerrilheiros esquerdistas.

Detalhes do processo, no qual consta que ela acredita ter sido responsabilidade do Estado, não foram disponibilizados.

Ela foi resgatada em 2008 junto com outros 14 sequestrados, incluindo três norte-americanos, em um operação do Exército, que se infiltrou entre as Farc, uma operação considerada como o pior golpe político e militar do grupo rebelde.

Ingrid Betancourt, de 48 anos, já foi cotada como possível futura presidente da Colômbia, mas ela passou a maior parte do tempo na Europa desde que foi libertada. Na semana passada, a ex-prisioneira das Farc participou de uma comemoração do segundo ano de seu resgate, realizada na embaixada norte-americana em Bogotá.

(Reportagem de Hugh Bronstein)

Tudo o que sabemos sobre:
COLOMBIABETANCOURTPROCESSA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.