Ingrid Betancourt será libertada nos próximos dias, diz jornal

Equador afirma que não tem conhecimento de nenhuma "ação iminente" para soltura de reféns da guerrilha

Agências internacionais,

07 de março de 2008 | 15h56

O ministro da Defesa do Equador, Gustavo Larrea, afirmou nesta sexta-feira, 7, que a ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, será libertada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas próximas horas. A informação foi divulgada pelo jornal colombiano El Tiempo.   Veja também: Exército colombiano mata 2.º líder das Farc em uma semana Ataque às Farc fracassaria se Equador fosse avisado, diz Uribe Equador anuncia prisão de 5 membros das Farc Dê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região   'É possível que as Farc se desarticulem'     Larrea explicou que também serão libertados os "três cidadãos americanos, quatro policiais, três militares colombianos e um equatoriano". Ele acrescentou ainda que antes da morte do número dois da guerrilha Raúl Reyes, a libertação de Ingrid era negociada para 14 de março.   O jornal diz que o ministro mencionou ainda que antes da morte do número dois das Farc, Raúl Reyes, durante a operação do Exército colombiano no Equador, a libertação de Ingrid era negociada para o próximo dia 14 de março.   Segundo a agência France Presse, fontes oficiais do governo afirmam que não conhecem nenhuma "operação iminente" para libertar os reféns em seu território, sobre os rumores que circulam pela imprensa local.   "Podemos afirmar que o Equador não tem conhecimento de nenhuma operação iminente para a libertação ou troca humanitária da franco-colombiana Ingrid Betancourt", disse um alto funcionário do Ministério de Segurança Interna e Externa.   O Equador acusou a Colômbia de frustar a negociação pela libertação dos 12 reféns ao atacar o acampamento das Farc em território equatoriano, o que provocou a ruptura das relações diplomáticas entre Bogotá e Quito. Além disso, Larrea afirmou que seguirá na tentativa de libertar os seqüestrados sem pedir "permissão a (George W.) Bush ou a Uribe".  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.