Ingrid chega à França nesta sexta e será recebida por Sarkozy

Ex-refém das Farc deve se reunir com o presidente francês, que fez da libertação uma prioridade

Agências internacionais,

03 de julho de 2008 | 09h15

A ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt afirmou nesta quinta-feira, 3, que logo visitará a França e se encontrará com o presidente Nicolas Sarkozy . Segundo o secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant, a ex-refém se reunirá com os filhos em Bogotá, e viajará a Paris, onde deve chegar na tarde de sexta-feira.   Veja também: Uribe pede libertação dos reféns para negociar paz Após 6 anos, Ingrid se prepara para rever os filhos Ouça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol) Exército enganou carcereiro das Farc, diz ministro colombiano Resgate foi absolutamente impecável, diz Ingrid Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombiano O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt   O caso era acompanhado de perto pela França, onde sucessivos governos tentavam assegurar sua libertação. O presidente Nicolas Sarkozy disse, ao ser eleito no ano passado, que a libertação de Ingrid era sua prioridade, embora as tentativas de convencer as Farc a libertá-la não tenham dado certo. Logo após sua libertação, Betancourt agradeceu a Sarkozy e a seu antecessor, Jacques Chirac, assim como o ex-premiê Dominique de Villepin, pelos esforços para ajudá-la, acrescentando: "sonho em voltar para a França".   A França enviou um avião com os parentes da ex-candidata presidencial e com o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, para encontrar Ingrid na Colômbia. Uma autoridade disse que o gabinete de Sarkozy informou que ela deve voltar para a França nesse avião.      "Eu gostaria de dizer ao presidente Sarkozy - e por intermédio dele a todo o povo francês - que eles foram nosso suporte, nossa luz", declarou Ingrid durante uma entrevista concedida à emissora de televisão RCN nas primeiras horas desta sexta. "Chegou a hora de eu agradecer aos franceses, de dizer a eles o quanto os admiro e que sinto orgulho de também ser francesa", afirmou Ingrid.   As autoridades francesas souberam do desfecho da operação que permitiu libertar a franco-colombiana Ingrid Betancourt 15 minutos antes que a imprensa colombiana começasse a divulgar a informação, disse o secretário-geral do Palácio do Eliseu.   "Os franceses não participaram desta operação concretamente", disse Guéant à televisão "France 3", acrescentando que Paris "não esperava (a libertação) neste momento", embora tivesse sido informado pelas autoridades colombianas há meses dos planos existentes. Guéant - braço direito do presidente francês, Nicolas Sarkozy - disse que a França não era contra uma operação deste tipo. "O presidente Sarkozy tinha dito claramente ao presidente (colombiano Álvaro) Uribe que não queria uma operação de força que colocasse em risco a vida dos reféns", disse Guéant.   O secretário-geral do Palácio do Eliseu ressaltou que as Forças Armadas colombianas tinham recebido instruções formais de intervir sem arriscar a vida dos reféns e "não disparou nenhum tiro". Segundo Guéant, a intervenção militar era "uma das opções", mas havia outras, como os contatos que a França realizava com as Farc e que estavam em progresso.   Repercussão   Na noite de quarta-feira, a mídia francesa colocou a foto de Ingrid em suas primeiras páginas. "Livre" foi a manchete que o jornal Le Parisien pôs sobre uma foto de página inteira de Ingrid sorrindo, usando roupas camufladas e um chapéu. A foto foi tirada logo após sua libertação. Já a primeira página do conservador Le Figaro trouxe a manchete "Ingrid Betancourt finalmente livre", com a mesma foto.   O comitê francês de apoio a Ingrid, que fez vigílias e protestos durante o tempo em que ela esteve seqüestrada, disse que faria uma comemoração ao meio dia (horário de Brasília) "e por boa parte da noite" para comemorar a libertação.   Texto atualizado às 14h40

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