Ingrid considera risco de voltar à Colômbia 'muito alto'

Ex-refém das Farc diz que seu futuro a curto prazo será defender direitos humanos ao invés de voltar à política

Agência Estado e Associated Press,

24 de setembro de 2008 | 14h41

A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt reconheceu nesta quarta-feira, 24, que existem "problemas de segurança", que desaconselham seu regresso à Colômbia. Ex-prisioneira das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Ingrid disse que seu futuro imediato não passa pela política, mas sim pela defesa dos direitos humanos no mundo. Veja também:O drama de Ingrid Por dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região    A ex-candidata à presidência colombiana esteve com Luis Eládio Pérez, com quem compartilhou o cativeiro, e o jornalista Darío Arizmendi, durante o lançamento em Madri do livro "Inferno verde: Sete anos seqüestrado pelas Farc". A obra, escrita por Pérez e Arizmendi, narra o calvário dos reféns da guerrilha colombiana. Com a voz embargada e chorando em alguns momentos, Ingrid reconheceu que não poder voltar ao seu país é a única tristeza que sente, após ser libertada. "Existem problemas de segurança, muitos. O nível de risco é muito algo e não quero me arriscar, nem por minha família nem por meu país", disse. Ingrid lembrou ainda dos reféns que continuam nas mãos da guerrilha. Capturada em 2002, Ingrid foi resgatada em julho, com outros 14 reféns, em uma operação militar. Pouco antes, em fevereiro, havia sido libertado o dirigente político Luis Eladio Pérez. O ex-refém, ao lançar suas memórias, disse que espera que "nenhum colombiano volte a ter que escrever uma história assim."

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