Ingrid pede que Uribe diminua radicalismo contra as Farc

Ex-refém evita falar de futuro político e afirma que Colômbia deve mudar linguagem extremista contra guerrilha

Agências internacionais,

07 de julho de 2008 | 10h32

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt pediu para que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e outros líderes sul-americanos diminuam o tom "radical, a linguagem extremista do ódio" contra os rebeldes da guerrilha. Em entrevista a uma emissora de rádio francesa, Ingrid voltou a evitar falar sobre seu futuro político e reafirmou que lutará pela libertação dos seqüestrados em poder do grupo.   "Quero servir à Colômbia com todo o meu coração, mas acredito que ainda é muito cedo para falar sobre esse tipo de coisa", disse Ingrid na Rádio Internacional francesa (RFI). Questionada sobre a possibilidade de Uribe tentar um terceiro mandato, Ingrid disse "por que não?". Recentes pesquisas de opinião revelaram que Ingrid goza de alto nível de popularidade, mas muitos colombianos consideram-se alheios à política. "Isso faz com que deseje servir à Colômbia com todo meu coração, mas ainda é cedo demais para falar nessas coisas", disse ela à Rádio França Internacional.   Veja também: Colômbia nega usar europeus para desviar atenção das Farc Uribe ganha apoio para 3º mandato  O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt O seqüestro de Ingrid Betancourt    A ex-senadora, uma colombiana naturalizada francesa, elogiou os esforços de Uribe para que fosse libertada, mas advertiu: "Uribe, e não apenas ele, mas toda a Colômbia, devem corrigir algumas coisas. Chegamos a um ponto no qual devemos mudar a linguagem radical, extremista, de ódio, de palavras muitos fortes que ferem de maneira íntima o ser humano".   Mais cedo, Ingrid afirmou no serviço espanhol da RFI que trabalhará pela libertação dos demais reféns da guerrilha. A ex-refém disse ainda que mensagens de rádio de seus filhos e familiares ajudaram durante o período em que esteve detida.   Segundo a France Presse, Ingrid reafirmou que continuará a lutar pela paz no país e reiterou que, para conseguir esse objetivo "é essencial o papel do presidente venezuelano Hugo Chávez", que "tem papel-chave nessa questão pois as Farc ouvem o que ele diz"   "Quero ser um soldado a mais nessa causa", disse a ex-candidata à Presidência da Colômbia ao convocar uma grande manifestação pela libertação dos reféns para 20 de julho em Bogotá, dia da comemoração da Independência colombiana.

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