Iniciativa de Cuba de libertar presos é tardia, mas positiva, diz Hillary

Secretária de Estado, porém, não diz se medida acarretará em alívio do embargo dos EUA à ilha

Reuters

08 de julho de 2010 | 14h22

WASHINGTON - A decisão de Cuba de libertar 52 presos políticos foi tomada "co muito atraso", mas ainda assim é um sinal positivo, disse nesta quinta-feira, 8, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, sobre o anúncio feito pelo governo cubano na quarta.

 

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"Estamos encorajados com o aparente acordo entre as autoridades e a Igreja Católica cubanas para a libertação dos 52 presos políticos", disse a secretária. "Acreditamos que seja um passo positivo. Tardio, mas ainda assim é uma boa notícia", concluiu.

 

Na quarta, a Igreja cubana disse que Havana havia concordado em soltar 52 presos, o que foi considerado uma vitória da pressão internacional sobre o governo para melhorar a situação dos direitos humanos na ilha. Segundo a Igreja, cinco deles seriam libertados ainda na quarta, mas a soltura foi adiada para esta quinta. Além disso, os outros 47 seriam soltos ao longo de três ou quatro meses.

 

Hillary disse ter conversado na quarta com o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que esteve em Havana e participou das negociações sobre a libertação. Ela, porém, não falou sobre uma possível mudança na política de embargo econômico que os EUA mantêm há 48 sobre Cuba após a libertação dos prisioneiros.

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, tomou pequenas atitudes para melhorar as relações com Cuba, incluindo um pequeno alívio do embargo, e disse que haveria ainda mais progressos quando Havana libertasse os presos de consciência, como são chamados os presos políticos.

 

Hillary, porém, disse em abril que ela acreditava que os líderes cubanos, os irmãos Fidel e Raúl Castro - atual presidente -, não teriam interesse em melhorar as relações com os americanos, o que ameaçaria a permanência deles no poder.

 

Outro fator que complica as relações entre Washington e Havana é a prisão do americano Alan Gross. Ele foi preso em dezembro por suspeitas de espionar para o governo americano. As autoridades dos EUA, porém, dizem que ele não é um espião e que apenas estava fornecendo acesso à internet para grupos de judeus e afirmam que não haverá avanços significativos enquanto ele não for libertado.

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