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Instalações brasileiras foram atingidas pelo terremoto no Haiti

O presidente Lula só vai se pronunciar após relato do ministro de Segurança Institucional sobre extensão dos danos

Vanildo Mendes, Leôncio Nossa e Denise Chrispim Marin,

13 de janeiro de 2010 | 00h01

O Ministério da Defesa informou, por meio da assessoria, que houve danos materiais em instalações brasileiras no Haiti, com prováveis feridos, mas não havia registro de mortos no primeiro relato enviado na noite desta terça-feira, 12, sobre o terremoto que devastou extensa área daquele país caribenho.

 

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Só nesta quarta-feira será possível fazer um levantamento detalhado dos danos. O Brasil mantém no Haiti desde 2004 cerca de 1.300 homens, a maior parte do Exército, integrantes da missão de paz das Nações Unidas naquele País, considerado um dos mais pobres do planeta.

 

Após o terremoto, amigos e parentes ficaram sem informações sobre os militares brasileiros em missão no Haiti. "Tentei por e-mail, por MSN e uma meia dúzia de vezes por telefone", disse José Roberto Consentino, sem esconder a preocupação. Os amigos dele, integrantes da 11ª Brigada de Infantaria Leve, com sede em Campinas, já estavam se preparando para voltar ao Brasil.

 

De acordo com o Exército brasileiro, um avião com 130 soldados deveria aterrissar hoje, às 17 horas, na Base Aérea de Guarulhos, na Grande São Paulo, mas até as 23 horas desta terça-feira, 12, não havia confirmação sobre a volta dos militares.

 

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta quarta-feira com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, para informar-se sobre a extensão do terremoto que abalou a capital do Haiti, Porto Príncipe. Antes disso, Lula não fará nenhum comentário sobre o assunto, informou o Palácio do Planalto.

 

O Ministério das Relações Exteriores informou que, assim que soube do terremoto, o chanceler Celso Amorim entrou em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fazer um relato do ocorrido. A assessoria do Itamaraty disse que Lula manifestou muita preocupação com os brasileiros que estão naquele país e com os haitianos de forma geral.

 

No entanto, até as 22h45, o Itamaraty não tinha informações mais precisas sobre a abrangência do abalo nem se havia brasileiros entre as prováveis vítimas. A falta de informações era decorrente da dificuldade de estabelecer comunicação com o Haiti, em consequência do próprio terremoto, que danificou a rede telefônica do país. A chancelaria não havia conseguido fazer contato com a embaixada brasileira em Porto Príncipe, nem por telefone fixo, nem por celular.

 

A assessoria informou ainda que o ministro Celso Amorim telefonou ao embaixador do Haiti no Brasil, Idalbert Pierre-Jean, para prestar solidariedade do governo brasileiro ao povo haitiano.

 

Texto atualizado às 0h20.

 

 

 

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