Insulza emite recomendações sobre retorno de Honduras à OEA

Assembleia sobre volta do país ao organismo deve ser convocada nos próximos dias; Brasil se opõe

AP,

29 de julho de 2010 | 19h49

WASHINGTON- O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, entregou nesta quinta-feira, 29, suas recomendações a respeito da reincorporação de Honduras ao organismo à presidente do Conselho Permanente, María Isabel Salvador, segundo um comunicado de imprensa do órgão.

 

O conselho é o órgão competente para convocar a Assembleia Geral, e deve anunciar nos próximos dias uma data para a reunião na qual os países membros finalmente decidirão sobre o retorno de Honduras à OEA.

 

O país foi expulso do organismo multilateral após o golpe de Estado que tirou o então presidente Manuel Zelaya do poder após ele tentar convocar um referendo para mudar a Constituição hondurenha.

 

Insulza entregou o documento a portas fechadas, sem a presença de jornalistas. No comunicado, de apenas dois parágrafos, não há nenhuma informação sobre quais são as recomendações do funcionário a respeito de Honduras.

 

Arturo Corrales, ministro hondurenho de Planejamento e Cooperação Externa, disse neste mês que "o caminho está aberto" para que Honduras normalize sua situação na comunidade internacional.

 

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu na quinta que, ao decidir se Honduras volta ou não à OEA, seus membros levem em conta a deterioração dos direitos humanos no país - onde ao menos oito jornalistas foram assassinados desde janeiro - e o aumento de agressões e ameaças contra jornalistas e oposicionistas.

 

Os chanceleres da OEA criaram em junho uma comissão para estudar a possibilidade do retorno de Honduras ao organismo e deram o prazo de 30 de julho para que Insulza apresentasse suas recomendações.

 

Os governos da América Central, com exceção da Nicarágua, acordaram na semana passada reincorporar Honduras a seu organismo regional e pediram a volta do país à OEA.

 

OS Estados Unidos e países centro-americanos são a favor da reincorporação, que é rechaçada por governos como o do Brasil e da Venezuela.

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