Insulza está disposto a conversar com Castro

Situação dos dissidentes políticos cubanos preocupa o secretário geral da OEA

EFE

05 de abril de 2010 | 11h24

SANTIAGO DO CHILE - O Secretário Greal da OEA, o chileno José Miguel Insulza, está disposto a conversar com o presidente cubano, o general Raúl Castro, para encontrar uma saída para a situação dos dissidentes políticos em Cuba, mas crê que para ter êxito, será preciso exercer uma pressão muito maior sobre Cuba.

 

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"Acredito em uma maior pressão (...) que por um lado traga um chamado humanitário e por outro, possa, por sua amplitude e disposição, dar garantias de que isto não é um ponto contra o regime, mas sim para salvar a vida de 23 pessoas", disse Insulza em uma entrevista públicada nesta segunda-feira no jornal chileno La Nación.

 

O Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos(OEA) disse que introduzir o tema a Castro "não é fácil" e que apenas faz esse tipo de gesto quando acredita ter "alguma possibilidade de êxito".

 

"Tome e tomarei cuidado em relacionar o regime com toda essa situação. Não quero atacar ninguém e nem ganhar pontos a custa de ninguém", indicou o ex-ministro chileno.

 

Insulza denunciou que o clima político na ilha "está complicado", e se mostrou especialmente preocupado com a situação de Guillermo Fariñas, em greve de fome a mais de um mês para exigir a libertação de presos políticos.

 

"Estou preocupado com o que pode acontecer com Guillermo Fariñas, porque se morrem duas pessoas seguidas, fica muito difícil impedir que isso ocorra com outros e será um desastre do ponto de vista humanitário."

 

Insulza se refere a morte do preso político Orlando Zapata, ocorrida em março, depois de uma greve de fome de 85 dias.

EFE

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