Inteligência dos EUA diz que Chávez seguirá ligado às Farc

Dennis Blair afirma que líder venezuelano tem 'coincidência ideológica' com guerrilha; Fidel apoia referendo

Efe,

13 de fevereiro de 2009 | 14h24

O novo diretor dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos, Dennis Blair, disse que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "seguirá mantendo vínculos" com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em um comparecimento perante a Comissão de Inteligência do Senado, Blair afirmou que Chávez mantém uma "coincidência ideológica" com as Farc, um grupo com o qual, segundo ele, o presidente venezuelano continuará em contato. Veja também:Ganharemos por nocaute a votação, afirma Chávez  "Acreditamos que Chávez vai seguir mantendo seus vínculos com as Farc dando refúgio, como resultado de sua afinidade ideológica e seu interesse em influir na política colombiana", disse. O funcionário americano também acusou Chávez de criar condições para a atividade de grupos islâmicos, como o Hezbollah. Segundo ele, as cada vez mais estreitas relações entre Venezuela e Irã geraram um aumento da cooperação militar e econômica entre ambos os países. "Os crescentes vínculos de Chávez com o Irã, junto com a ausência na Venezuela de leis financeiras e controles de fronteira, ao que se soma uma corrupção generalizada, deram forma a um ambiente de exploração para Hezbollah", indicou. Blair, que dirigirá vários outros serviços de inteligência, incluindo a CIA, afirmou que a Venezuela se tornou o segundo ponto de embarque de cocaína aos EUA, depois da Colômbia.  Apoio de Fidel Nesta sexta-feira, 14, o ex-líder cubano Fidel Castro comparou Chávez com o rebelde andino Simón Bolívar e assegurou que o venezuelano ganhará o referendo que convocou para decidir sobre a reeleição ilimitada para os cargos populares.  Fidel, de 82 anos, escreveu em seu novo artigo da série "Reflexões" que tem "a certeza de que a revolução terá a vitória na Venezuela". "Bolívar acorda a cada cinco anos", continuou o ex-presidente, citando o poeta chileno Pablo Neruda, acrescentando que "a ponto de cumprir-se sua segunda rebelião contra a metrópole espanhola, Bolívar desperta de novo na ação revolucionária de Chávez".  "Se o novo líder, que conduz seu povo combatente, não chegar ao objetivo, é difícil que algum outro líder o possa alcançar. Os recursos midiáticos da oligarquia não podem ser superados", conclui Fidel no artigo.

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