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Interessado em cooperação, Lula recebe líder sul-africano

Presidente Jacob Zuma escolhe o Brasil para realizar sua primeira visita oficial fora do continente africano

Efe,

09 de outubro de 2009 | 13h31

Zuma é recebido por Lula em Brasília. Foto: Roberto Jayme/ Reuters  

 

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta sexta-feira, 9, o chefe de Estado sul-africano, Jacob Zuma, que realiza sua primeira visita oficial ao Brasil, com o objetivo de reforçar a cooperação política, econômica e esportiva. Lula deu as boas-vindas a Zuma com um forte abraço na sede do Ministério das Relações Exteriores, onde os dois presidentes terão uma reunião de trabalho junto com vários de seus ministros.

 

Depois, está previsto que assistam à assinatura de acordos bilaterais para uma maior cooperação política e econômica, assim como nas áreas de comércio, turismo e também esportes, neste último caso, com especial ênfase no futebol, pois a África do Sul será sede do Mundial do próximo ano e o Brasil do seguinte, em 2014.

 

O Brasil, que tem diversos programas de cooperação em saúde e biocombustíveis com vários países africanos, tem especial interesse em aumentar o fluxo comercial com a África do Sul, que no ano passado somou US$ 2,5 bilhões, dos quais US$ 1,7 bilhão corresponderam a exportações brasileiras.

 

Zuma iniciou a visita - que termina nesta sexta - na cidade de São Paulo, onde na quinta-feira apresentou a empresários brasileiros os planos de seu país para organizar a Copa do Mundo de futebol de 2010.

 

Ao contrário de seu antecessor, Thabo Mbeki, que era considerado um líder pouco carismático, Zuma esbanjou simpatia em um encontro com empresários brasileiros e sul-africanos em um centro de convenções de São Paulo. Além de improvisar algumas palavras em português, ele distribuiu apertos de mão e promessas de que seu país está pronto para aprender com os brasileiros.

 

O presidente também enalteceu a cooperação Sul-Sul e o Ibas - fórum de discussão entre Brasil, Índia e África do Sul. De acordo com o sul-africano, os países ricos não devem mais ditar o ritmo da economia global e esse novo realinhamento passa, obrigatoriamente, pelas relações entre países emergentes. "O Ibas deve servir de âncora para a construção dessas novas relações", disse.

 

Zuma surgiu na cena política sul-africana como a antítese de Mbeki, um neoliberal ortodoxo. Para derrotá-lo, Zuma teve apoio do Partido Comunista e dos sindicatos. Foi eleito presidente, mas não convenceu o mercado. No Brasil, ele tentou desfazer essa imagem. "A economia da África do Sul está aberta para receber novos investimentos", afirmou. Antes do encontro com empresários, Zuma esteve por meia hora com José Serra, governador de São Paulo, que o presenteou com uma camisa do Palmeiras.

 

(Com Cristiano Dias, de O Estado de s. Paulo)

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