Alexandre Meneghini/AP
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Interesses geopolíticos impedem volta de Honduras a OEA, diz Lobo

Para presidente hondurenho, países da ALBA mais o Brasil impedem retorno de seu país ao órgão

AP,

14 de setembro de 2010 | 21h17

CIDADE DO MÉXICO- O presidente hondurenho Porfirio Lobo afirmou nesta terça-feira, 14, que seu país ainda não retornou à Organização dos Estados Americanos (OEA) por interesses geopolíticos, e não pela falta de cumprimento de compromissos acordados.

 

Em visita ao México como parte dos festejos do Bicentenário da Independência, Lobo disse em coletiva de imprensa que a maioria dos países da região reconheceu seu governo, com exceção das nações da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (ALBA) e do Brasil, o que o faz pensar que se trata de uma questão geopolítica.

 

"Acredito que não é unicamente o tema de Honduras, acredito que por trás de tudo isso já um certo interesse, os interesses geopolíticos que estão nessa situação", disse o presidente.

 

Honduras foi expulsa da OEA logo após o golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya em junho de 2009. Vários países latinos - inclusive o Brasil - não reconheceram o governo de facto, mesmo que nos últimos meses vários tenham dado seu aval ao governo Lobo.

 

"Nós fomos reconhecidos praticamente por todos os países, exceto alguns países da América do Sul, o caso da Nicarágua na América Central (...), e coincidentemente todos pertencem a um bloco político", acrescentou Lobo. "São praticamente os países da ALBA, mais o Brasil".

 

A ALBA é integrada por Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, República Dominicana, Antiga e Barbuda, San Vicente e las Granadinas.

 

"Deve haver algo mais aqui do que um tema bilateral com Honduras ou da OEA com Honduras", acrescentou.

 

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que a reincorporação de Honduras ao organismo também depende de que Zelaya possa voltar a seu país sem sofrer perseguição.

 

Em uma carta divulgada nesta terça, Zelaya disse que no momento ainda descarta retornar a Honduras por falta de garantias.

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