Interpol deve analisar computadores confiscados de Raúl Reyes

Organização irá verificar se conteúdo dos três computadores do guerrilheiro das Farc foi apagado ou alterado

Efe,

12 de março de 2008 | 16h24

O secretário-geral da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), Ronald Noble, anunciou nesta quarta-feira, 12, em Bogotá, que a organização irá verificar se o conteúdo dos três computadores confiscados de Raúl Reyes, guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi apagado ou alterado. Veja também:Equador é santuário das Farc, diz ex-guerrilheiro ao 'El País'Rebelde das Farc que matou chefe deve receber recompensa Noble disse que a Interpol não emitirá juízos políticos sobre os conteúdos e que, neste caso, seu trabalho se limitará a verificações tecnológicas. O secretário-geral da Interpol lidera uma missão técnica da entidade que viajou para Bogotá para examinar os computadores de Reyes, morto em 1º de março em um bombardeio militar colombiano a sua base no Equador. A tarefa será realizada com base em um acordo que Noble assinou nesta quarta-feira com os diretores da Polícia Nacional da Colômbia, o general Oscar Naranjo, e do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, organismo de inteligência estatal), María del Pilar Hurtado. O documento formaliza a cooperação que o Governo colombiano solicitou à Interpol na semana passada, com vistas a garantir que os arquivos dos computadores de Reyes são verazes e não foram manipulados. Segundo o diretor da Polícia colombiana, os analistas da Interpol deverão verificar "as imagens extraídas dos computadores, e a fixação fotográfica dos materiais encontrados." "Está sendo formalizado um acordo de cooperação, concentrado nos trabalhos de busca nos computadores recuperados no acampamento de Raúl Reyes", disse Naranjo. Há nove dias, o chefe da Polícia Nacional informou que algumas mensagens enviadas ou recebidas por Reyes mostram supostas ligações dos Governos do Equador e Venezuela com as Farc. Raúl Reyes foi o primeiro integrante do Secretariado da guerrilha a morrer em uma ação militar nos quase 44 anos de história da organização rebelde.

Tudo o que sabemos sobre:
Raúl ReyesFarcColômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.