Inundações geradas por Ike matam ao menos 58 no Haiti

Além dos mortos, também foram registrados 15 feridos e grandes danos a imóveis na região

Agências internacionais,

07 de setembro de 2008 | 17h55

Pelo menos 58 pessoas, entre elas várias crianças, morreram devido a inundações geradas pela passagem do furacão Ike na localidade haitiana de Cabaret, 24 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, informou neste domingo a diretora da Defesa Civil Alta Jean-Baptiste.   O furacão perdeu forças neste domingo enquanto avançava em direção a Cuba, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. O Ike continua sendo perigoso, com um grande potencial de destruição.   Também foram registrados 15 feridos e danos consideráveis em imóveis da região, para onde se deslocaram equipes da Defesa Civil, Bombeiros da Martinica, soldados da Cruz Vermelha e unidades da missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti.   O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse neste domingo que "reza" para que "Deus ajude" os povos do Caribe e dos Estados Unidos perante os muitos furacões que atingem essas regiões, que qualificou como "diabólicos".   "Aqui rezamos (...) que Deus ajude não só Cuba, mas também o povo do Caribe e dos EUA", disse Chávez no programa de rádio e televisão "Alô Presidente".   O chefe de Estado também lembrou que seu governo já enviou a primeira parte de ajuda humanitária a Cuba e Haiti que, segundo ele, foi de 18 toneladas de alimentos não perecíveis.   O líder venezuelano ressaltou que a atual temporada de furacões no mar do Caribe é "diabólica" porque esses ciclones chegaram a ter ventos de até "340 quilômetros" por hora.    Fidel   O ex-presidente Fidel Castro afirmou que Cuba está em "alerta de combate" perante a chegada do furacão Ike, que neste momento é de categoria três na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco.   "Toda a nação agora está no que em guerra se chama alerta de combate", ressaltou Fidel Castro em uma reflexão divulgada hoje no programa "mesa-redonda" da televisão cubana.   "Estamos sendo assediados neste instante pelos furacões. Mais que se imponha a racionalidade e a luta contra (...) a acomodação. É preciso atuar com absoluta honestidade", disse Fidel.   O ex-presidente, de 82 anos, pediu a dirigentes do Partido Comunista de Cuba e do Governo que "entregue tudo pelo povo" e "até a vida se for necessário".   O líder cubano também falou sobre a ajuda humanitária dada por Rússia, Timor-Leste, China, Vietnã e outros países.   "Aviões russos e de outros países chegaram rápido de milhares de quilômetros de distância com produtos que não se medem por seu volume ou por seu preço, mas sim por seu significado", ressaltou.   Atualizada às 21h15

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