Investigação argentina tem 549 policiais e militares suspeitos

Segue sem solução o desaparecimento de uma testemunha de torturas cometidas durante a ditadura

Efe

15 de setembro de 2007 | 21h50

Um total de 549 membros das forçasde segurança de Buenos Aires foi investigado no último ano por participação no desaparecimento de Jorge Julio López, testemunha-chave em um julgamento contra um torturador da ditadura argentina, informaram fontes oficiais.   São agentes tanto em atividade quanto reformados, suspeitos de ligação com o desaparecimento deste argentino de 77 anos, que na terça-feira, dia 18, completa um ano, confirmaram à Efe fontes do Ministério de Segurança.   Os investigadores apuraram diferentes hipóteses - entre elas, a de que os responsáveis são membros de quadrilhas e milícias de policiais e militares, disse um relatório do Ministério.   O estudo também indicou que desde o desaparecimento de López houve 500 operações em zonas onde podia haver alguma pista, grampeadas 168 linhas telefônicas.   O homem de 77 anos desapareceu em 18 de setembro de 2006, quando deveria comparecer como testemunha ao julgamento de Miguel Etchecolatz, diretor de Investigações da polícia da província de Buenos Aires durante a ditadura militar (1976-1983).   Etchecolatz acabou condenado a prisão perpétua.   López, quem trabalhava como pedreiro, foi um dastestemunhas-chave contra o repressor, ao identificar a Etchecolatz como um de seus torturadores enquanto esteve preso ilegalmente emuma delegacia da cidade de La Plata.

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