Investigação sobre motim policial no Equador envolve vários civis

Entre eles estão um advogado e uma parlamentar suplente que invadiram violentamente um prédio onde funcionam

Efe

08 de outubro de 2010 | 02h53

QUITO - A investigação sobre a sublevação de policiais ocorrida em 30 de setembro no Equador incluirá, além de agentes da polícia, vários civis, assinalou na quinta-feira, 7, o promotor Marco Freire.

O promotor do distrito indicou que, entre os civis, estão o advogado Pablo Guerrero e a parlamentar suplente Alejandra Cevallos, por entrarem de forma violenta em um edifício onde funcionam a imprensa estatal, durante a sublevação policial.

Freire anunciou que Guerrero e Cevallos foram convocados para prestar depoimento, informou a agência pública de notícias Andes.

Guerrero é um advogado próximo ao ex-presidente Lucio Gutiérrez (2003-2005), cujo grupo político, o Partido Sociedade Patriótica (PSP), foi apontado pelo governo como o principal instigador da rebelião.

Cevallos é suplente de parlamentar, membro do Partido Social-Cristão. No dia da revolta policial, invadiu o set principal do canal público Ecuador-TV para exigir que fosse entrevistada, tal como ocorreu.

Nas imagens da emissora, Guerrero apareceu entre um grupo de manifestantes que entrou de forma violenta no edifício público, arrombando portas, quebrando vidraças e causando outros danos materiais.

Os acusados, no dia da sublevação, disseram que haviam decidido ir à imprensa pública para mostrar "a outra verdade" dos eventos no país e rejeitar que se tratasse de uma "tentativa de golpe de Estado", como afirmava o governo.

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