Irã rechaça proposta da Argentina sobre julgamento de atentado

Iranianos são acusados de estarem por trás de ataque que matou 85 pessoas na Argentina em 1994

Reuters,

18 de outubro de 2010 | 22h55

BUENOS AIRES- O governo do Irã rechaçou nesta segunda-feira, 18, a proposta argentina de nomear um terceiro país para abrigar um julgamento contra funcionários iranianos acusados por Buenos Aires de planejar um atentado que deixou 85 mortos em um centro judeu.

 

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A Argentina pediu a prisão de altos funcionários do governo iraniano pelo ataque de 1994, no qual um veículo carregado de explosivos destruiu a construção da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA). O Irã nega ter relação com o ataque.

 

A presidente Cristina Kirchner havia sugerido no mês passado, na Assembleia Geral da ONU, que Teerã escolhesse um terceiro país "de comum acordo (...), onde as garantias do devido processo estejam vigentes".

 

Em uma carta à Assembleia Geral datada de 28 de setembro, mas divulgada somente hoje pela imprensa argentina, o representante permanente do Irã na ONU rechaçou a proposta e disse que "a solicitação de cooperação judicial é insustentável".

 

O texto também defende que "o governo da República Islâmica do Irã se assegurou de que nenhum cidadão iraniano estava envolvido, direta ou indiretamente, na explosão da AMIA".

 

O procurador argentino Alberto Nisman disse à Reuters neste mês que a oferte de Kirchner para organizar um julgamento em terreno neutro podia ajudar a avançar no caso, agora paralisado, a exercer pressão sobre Teerã para a resposta.

 

O ministro iraniano de Defesa, Ahmad Vahidi, é um dos funcionários acusados pela procuradoria argentina de estar por trás do atentado.

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