Irmãos torturam menina de 2 anos até a morte na Argentina

Crianças, de 7 e 9 anos, revelam aos psiquiatras que espancaram e estrangularam garota com fio de telefone

Agência Estado e Associated Press,

22 de maio de 2008 | 15h18

Dois irmãos, de 7 e 9 anos, contaram aos psiquiatras como torturaram fria e lentamente uma menina de 2 anos até a morte, uma revelação que reacende o debate entre os argentinos sobre a lei que proíbe condenar menores por crimes hediondos. A juíza Marta Pascual disse que as crianças confessaram terem assassinado a pequena vizinha Milagros Belizan em uma espécie de favela ao sul da capital. "Eles perceberam a dor dela, mas isso não os comoveu", disse Pascual, depois de se encontrar com os psiquiatras que examinaram os garotos. "De algum modo, isso os deu prazer."   Milagros desapareceu de sua casa no bairro de Almirante Brown no domingo. Sua família encontrou seu corpo no terreno baldio a 10 quarteirões de distância da casa.   Ela foi deixada nua, espancada e estrangulada com um fio de telefone ao redor de seu pescoço. A descoberta deixou os vizinhos prestes a atacar um adulto suspeito, até que os garotos confessaram.   A lei Argentina proíbe a condenação de alguém com menos de 18 anos. No lugar disso, os jovens são mantidos em casas de reabilitação até os 18 anos e então soltos sem nenhuma punição.   "Esses dois garotos são vítimas tanto quanto a pobre menina que mataram", disse a psicóloga de família Cristina Castillo. "Mesmo que eles soubessem o que estavam fazendo, eles não sabiam das conseqüências de seus atos. Eles não saberiam que iriam acabar matando a menina", argumentou. Essa percepção geralmente vem depois da adolescência, disse Cristina.

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