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Israel expulsa diplomatas venezuelanos do país

Governo retalia rompimento de relações anunciado por Hugo Chávez ao expulsar embaixador israelense

Agências internacionais,

28 de janeiro de 2009 | 10h58

O governo israelense ordenou nesta quarta-feira, 28, a expulsão de diplomatas venezuelanos do país. O motivo alegado é a decisão do governo de Hugo Chávez de romper relações com Israel, por causa da ofensiva militar na Faixa de Gaza.   A Venezuela expulsou no dia 14 o embaixador israelense de Caracas por causa da ofensiva militar israelense em Gaza. Na época, a Bolívia também expulsou o embaixador de Israel em La Paz pela mesma razão. Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, Yossi Levy, disse que funcionários divulgaram a ordem de expulsão na terça-feira. Os diplomatas venezuelanos devem deixar o país até a sexta-feira.   As tensões entre os países já são tensas pela crescente proximidade entre Chávez e o Irã, um inimigo israelense. Na terça-feira, o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, negou que seu país mantenha qualquer relação com o grupo militante palestino Hamas ou com o grupo militante xiita libanês Hezbollah. Maduro disse que a Venezuela tem uma "relação transparente" com o mundo muçulmano.   O ministro respondia a um artigo publicado no jornal israelense Haaretz, segundo o qual o governo Chávez concede auxílio a esses grupos. Maduro também negou que a administração venezuelana seja antissemita.   Outras fontes diplomáticas disseram que os dois funcionários venezuelanos em questão - Roland Betancourt, credenciado perante Israel, e Jonathan Velásquez, perante a Autoridade Nacional Palestina (ANP) -, poderiam não esgotar este prazo e partir ainda nesta quarta de volta à Venezuela.   Pelos Acordos de Oslo, de 1994, a ANP é descrita como um território "autônomo" e qualquer diplomata estrangeiro perante a sede do governo palestino na cidade cisjordaniana de Ramallah está formalmente credenciado perante Israel. Segundo Shavit, para romper relações diplomáticas só é necessária uma parte, por isto quando Chávez fez isto em 15 de janeiro tirou o status diplomático de seus dois representantes na região. "Não há necessidade de responder à ruptura de relações diplomáticas, por isto basicamente o que fizemos é pedir ao encarregado de negócios e a sua equipe que abandonem Israel", declarou a funcionária.

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