Itamaraty vê transição em Cuba como oportunidade para País

Celso Amorim diz ter 'expectativas de intensificar relações econômicas e comerciais' com Havana

David Moisés, do estadao.com.br,

19 de fevereiro de 2008 | 16h56

O momento de transição em Cuba é bom para o Brasil reforçar sua presença na ilha de Fidel Castro, na avaliação da diplomacia brasileira. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira, 19, através de assessores, que tem a "expectativa de intensificar as relações econômicas e comerciais" com Havana.  Veja também:Após 49 anos no poder, Fidel Castro renuncia à PresidênciaRaúl Castro torna-se guardião da revolução Artigo publicado no Granma (em português) Renúncia não retira caráter de mito, diz Lula Saída de Fidel é início de democracia, diz Bush A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   Você acha que o regime em Cuba mudará?  Fidel Castro: herói ou vilão?  Leia a cobertura completa da renúncia de Fidel   O Itamaraty aposta na boa relação histórica entre os dois países e, principalmente, nos acordos firmados com o governo cubano, como os que foram anunciados na última visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Havana, em janeiro passado. O Brasil ofereceu cerca de US$ 1 bilhão para projetos como o de construção de estradas e exploração de recursos naturais. "Foi uma visita de trabalho intenso", disse um funcionário. Com a renúncia de Fidel, anunciada nesta terça, o Itamaraty não prevê mudanças nesta relação. Segundo Amorim, o Brasil continuará "mantendo o bom relacionamento político" com Havana e persistirá em sua "política de engajamento" de Cuba na comunidade internacional, defendendo uma ampliação do diálogo, e não do isolamento. O ministro, segundo assessores, ressaltou a importância de Fidel na política internacional. Por ser assunto interno de Cuba, a renúncia do líder cubano não foi comentada oficialmente pelo Itamaraty.

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