Jamaica começa a sentir efeitos do furacão Dean

População de Kingston se recusa a deixar a capital por medo do caos na cidade após a passagem do furacão

Agências internacionais,

19 de agosto de 2007 | 20h25

Fortes chuvas e ventos levados pelo furacão Dean começaram a atingir Kingston, a capital da Jamaica, entre o fim da tarde e o início da noite de domingo.  De acordo com as previsões, o olho do furacão passará pouco ao sul da principal ilha jamaicana em algum momento da noite deste domingo, 19. O Dean chega à Jamaica como um furacão de categoria 4. A população da ilha se dirigiu para o interior do país ou procurou abrigos, mas muitos recusavam-se a deixar Kingston por temer que suas casas fossem saqueadas depois da passagem do Dean. Mais cedo, o governo fechou os aeroportos enquanto o país se preparava para a chegada do furacão em meio à sua passagem mortífera e destruidora pelo Caribe.  Escolas, igrejas e ginásios esportivos foram convertidos em abrigos temporários enquanto autoridades locais pediam à população que se protegesse da tempestade que chegou ao país com ventos de 235 quilômetros por hora e previsão de precipitações de 500 milímetros de chuvas. "Será muito, muito grave", dizia Lawrence Samuel ao comprar mantimentos emergenciais numa mercearia enquanto a esposa e o filho iam a uma loja de materiais de construção. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos informou que o primeiro fenômeno a atingir o porte de furacão na atual temporada deveria chegar à categoria 5 (a mais forte e perigosa), com ventos de 255 quilômetros por hora, antes de chegar a Cancún, México, entre amanhã e terça-feira. Existe o risco de a tempestade entrar pelo México e também o de seguir pelo Golfo até o Texas. Nos dois locais, as autoridades já preparam medidas emergenciais para minimizar os danos. Ao longo dos últimos dias, em sua passagem pelo Caribe, o Dean já provocou a morte de pelo menos oito pessoas.  México Segundo a previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA, o Dean mantém sua trajetória oeste-noroeste em direção à península mexicana de Yucatán, onde deve chegar na noite de segunda-feira ou nas primeiras horas de terça. O furacão desceu levemente para o sul, diminuindo o risco de impacto sobre o Texas e aumentando sobre a região central do México. A Península de Yucatán, no leste do México, se preparava para o pior.  Milhares de turistas deixaram o balneário de Cancún, após as autoridades elevarem o nível de alerta para laranja. A estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) desalojou suas mais de 140 plataformas marítimas no Golfo do México. Permanece um alerta de tempestade tropical para algumas partes do leste de Cuba - da Província de Camagüey para o leste, até a Província de Guantánamo. Mais de 13.300 trabalhadores da empresa Petróleos Mexicanos (Pemex) começaram neste domingo a deixar o Golfo do México, enquanto milhares de turistas abandonam as praias de Cancún e o restante do Caribe mexicano diante do avanço do furacão.  Os Estados de Quintana Roo e Iucatã declararam neste domingo "alerta laranja" (alto risco), enquanto Campeche e as plataformas petrolíferas mexicanas da região declararam "alerta amarelo" (risco moderado). Em comunicado, a companhia petrolífera estatal informou que iniciou a primeira fase da retirada dos funcionários de suas instalações, o que afeta 13.360 trabalhadores que serão levados ao porto de Dos Bocas em 55 embarcações e 29 helicópteros, para garantir sua segurança. As autoridades consideram a possibilidade de realizar outra atividade, para transferir de avião outros 994 trabalhadores que permanecem nas instalações, apesar do avanço do Dean. Desde sábado, as povoações litorâneas do México começaram a ser evacuadas, e a população recorre às compras maciças de alimentos enlatados e outros produtos de primeira necessidade para enfrentar possíveis contingências. O último furacão que atingiu o Caribe com essa intensidade foi o Wilma, durante a temporada de furacões de 2005, quando houve a formação de 28 tempestades e 15 furacões, incluindo o Katrina, que arrasou New Orleans. Matéria ampliada às 21h55.

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