Palácio de Miraflores/Reuters
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Jatos da Venezuela interceptaram avião dos EUA, diz Chávez

Presidente afirma que aeronave americana invadiu espaço aéreo venezuelano duas vezes durante a noite

REUTERS

09 de janeiro de 2010 | 10h34

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado, 9, ter ordenado que dois jatos F-16 interceptassem na sexta-feira um avião militar dos Estados Unidos que havia entrado por duas vezes no espaço aéreo venezuelano, mas o governo americano afirmou que nenhuma de suas aeronaves sobrevoou o território do país.

 

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Agitando uma foto do avião, que descreveu como sendo um P-3, Chávez disse que o sobrevoo noturno foi a mais recente violação do espaço aéreo venezuelano pelos militares dos EUA a partir de suas bases nas ilhas holandesas no Caribe e da vizinha Colômbia.

"Eles estão nos provocando... estes são aviões de guerra", disse. Chávez afirmou que os F-16 escoltaram o avião dos EUA para fora do espaço aéreo do país depois de duas incursões que duraram 15 e 19 minutos cada.

Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA negou a afirmação de Chávez por email. "Nós podemos confirmar que nenhuma aeronave militar dos EUA entrou no espaço aéreo venezuelano. Como parte da política do país, nós não sobrevoamos o espaço aéreo de uma nação sem o consentimento antecipado ou coordenação".

Autoridades do alto escalão do governo do presidente Barack Obama disseram que o Comando Sul dos EUA não está a par de nenhum incidente envolvendo aeronaves do governo americano no espaço aéreo venezuelano na sexta-feira.

A concepção de ameaça de intervenção dos EUA se tornou um elemento central do discurso político de Chávez e um fator de união de seus partidários.

Inimigos de Chávez dizem que ele - que na América Latina é o crítico mais ruidoso dos EUA - está alimentando a ideia de uma ameaça externa para desviar a atenção dos venezuelanos dos problemas internos, tais como recessão econômica, desenfreada criminalidade e serviços públicos inadequados.

O líder socialista surpreendeu o mundo diplomático em dezembro quando acusou a Holanda de estimular uma potencial ação ofensiva contra seu governo ao permitir que as tropas dos EUA tenham acesso a suas ilhas próximas à Venezuela.

O governo holandês diz que a presença dos EUA nas ilhas de Curaçao e Aruba - onde estão baseados cerca de 250 tripulantes da Força Aérea e funcionários em terra - é apenas para operações de vigilância e de contenção do narcotráfico nas rotas de contrabando do Caribe.

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