André Dusek/AE
André Dusek/AE

Jobim defende que missão da ONU chefie reconstrução do Haiti

Para ministro, Minustah deve ficar mais 5 anos no país e focar esforços em reerguer nação destruída por tremor

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2010 | 13h02

O ministro da Defesa Nelson Jobim defendeu na sexta-feira, 15, no Rio, que os recursos da  Missão de Paz Brasileira no Haiti (Minustah) sejam focados na reconstrução do país, e que a ONU administre as doações internacionais à nação caribenha. Ele também disse que as tropas precisam ficar por ao menos mais cinco anos no país. O Haiti foi abalado na terça-feira por um terremoto de 7 graus na escala Richter que causou ao menos 40 mil mortes, feriu 250 mil pessoas e deixou 16% dos habitantes do país (1,5 milhão de haitianos) desabrigados.

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"Deixar o Haiti antes de cinco anos nem pensar. É tempo de repensar a missão de Paz e focar na reconstrução do país", declarou Jobim antes de se reunir com militares no Centro de Instrução para Operações de Paz, na Vila Militar em Deodoro, zona Oeste do Rio.  

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Jobim voltou a defender que a partir de agora os recursos previstos no orçamento da Minustah, que até agora se destinavam exclusivamente à área de segurança, passem a ser utilizados na reconstrução do Haiti, atingido pelo terremoto. Um dos pontos vitais no entendimento do ministro é a construção de uma usina hidrelétrica "que atrairia indústrias e geraria empregos".

 

O ministro ressaltou que as prioridades das autoridades no Haiti são a remoção de corpos e destroços na capital, Porto Príncipe. Ele solicitou ao presidente do Haiti, René Préval, a nomeação de um representante junto à ONU para gerenciar as doações que estão sendo feitas. "As doações muitas vezes não chegam por falta de alguém para administrar os recursos", explicou o ministro.

Ao menos 14 militares brasileiros e três civis morreram no terremoto. Cinco oficiais da Missão de Paz estão desaparecidos.

 

 

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