Jornais equatorianos acusam presidente de desprestigiá-los

Os principais jornais do Equador uniramforças na terça-feira para criticar o presidente Rafael Correa,acusando-o em um editorial de tentar desprestigiar os meios decomunicação para manter-se no poder e de incentivar conflitosque poderiam minar a democracia. O pronunciamento dos jornais abre um novo capítulo nocrescente embate que o líder nacionalista mantém com os meiosparticulares de comunicação, aos quais acusa de deturpar osfatos a fim de prejudicar seu governo e de agir segundo osinteresses de alguns grupos de poder. A Associação Equatoriana de Editores de Jornais (Aedep)disse no editorial que "a permanente utilização dos meios (decomunicação) em busca da confrontação com diferentes setores,atitude (de Correa) que pode render-lhe votos nas urnas, impedeque o governo atue a serviço de todos." A Aedep inclui entre as suas publicações os jornais ElUniverso, El Comercio e Expreso, os mais importantes dessepaís, o quinto maior produtor de petróleo da América do Sul. Analistas independentes afirmam que Correa recorre aosembates com os meios de comunicação a fim de manter uma imagemfavorável diante da falta de força da oposição e dos partidostradicionais. Os jornais rechaçaram igualmente a acusação de Correa sobreserem "atores políticos" que tentam prejudicar o desempenho doatual governo equatoriano. A Aedep acrescentou ser "urgente" criar um ambiente capazde permitir uma relação madura entre Correa e os atores sociaisem "defesa da democracia." O presidente --que está criando uma rede estatal de meiosde comunicação, incluindo um canal de TV e um jornal-- defendeureformas a fim de garantir que apenas jornalistas desempenhemfunções de comando dentro dos meios de comunicação e para quesejam punidos atos irresponsáveis no manejo das notícias. (Por Carlos Andrade García)

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