Jornal diz que reféns das Farc estão a caminho da liberdade

'El Tiempo' afirma que Chávez se comprometeu a garantir que os três seqüestrados serão entregues com vida

Agências internacionais,

19 de dezembro de 2007 | 14h49

O jornal colombiano El Tiempo afirmou nesta quarta-feira, 19, que fontes do governo venezuelano garantiram que os três reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se comprometeram a libertar na quarta-feira já estão fora do cativeiro e à caminho da liberdade. Segundo o diário, eles estariam "do lado de fora do anel de segurança das Farc".  Veja também:Senadora denuncia plano para assassiná-laFrança aceita acolher guerrilheiros por refénsChávez acredita na libertação de todos os refénsFarc matam 3 policiais mortos no sul da ColômbiaMarido de Ingrid pede que Uribe negocieEntenda o que são as Farc Na terça-feira, a guerrilha colombiana confirmou que colocará em liberdade Clara Rojas - assessora de campanha da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, com quem foi seqüestrada em fevereiro de 2002 -, o filho que Clara teve com um guerrilheiro no cativeiro, Emanuel, e a deputada Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001. As informações foram reiteradas por Fabrice Delloye, ex-marido de Ingrid. Citando um emissário da guerrilha, Dalloye confirmou estar "certo que eles (os reféns) já saíram do perímetro de segurança das Farc, e portanto estão em movimento,"  As Farc disseram que entregariam os três reféns, entre os quais um menino nascido no cativeiro, ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ou a um emissário escolhido por ele. Segundo o jornal, assim que tomou conhecimento do comunicado das Farc, Chávez afirmou que se ocuparia de garantir que os reféns fossem libertados com vida durante a operação.Chávez realizou mediações para garantir a libertação dos reféns, mas foi afastado do processo no mês passado, depois de Uribe acusá-lo de ter interferido em assuntos internos da Colômbia.As Farc aproveitaram o comunicado para rejeitar a proposta de Uribe de criar uma "zona de encontro" para negociar o acordo humanitário. Na nota, a guerrilha reafirma sua principal exigência para a troca dos reféns por 500 guerrilheiros presos: a desmilitarização dos municípios de Florida e Pradera, no Departamento de Valle del Cauca, por 45 dias. O presidente explicou que não aceita a exigência da guerrilha porque tem o "dever de evitar que os seqüestros na Colômbia aumentem". O anúncio da guerrilha também provocou reações francesas, já que Betancourt tem nacionalidade franco-colombiana. O primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou que o governo de Paris está disposto a acolher os guerrilheiros que seriam libertados pelo governo colombiano se o grupo armado libertar alguns de seus reféns. O premiê disse ainda que líderes latino-americanos, como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano Hugo Chávez, são bem-vindos nos esforços para ajudar a libertar reféns seqüestrados por guerrilheiros colombianos.  Apelo do marido O marido de Ingrid pediu na quarta-feira ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, que abra negociações com o maior grupo guerrilheiro do país a fim de libertar a ex-candidata à Presidência seqüestrada há seis anos. "Esse gesto de boa vontade anunciado pela guerrilha deve convencer o governo colombiano a aceitar dar início a negociações", afirmou Juan Carlos Lecompte, marido de Betancourt, à Rádio Cooperativa. "Se Deus quiser, o presidente colombiano terá um pouco de consideração e permitirá a realização de negociações capazes de garantir a libertação não apenas da minha mulher, Ingrid, mas de alguns soldados que, neste mês de dezembro, completarão 10 anos de cativeiro na selva", acrescentou. "Eles exigem o mesmo há anos: uma zona desmilitarizada para, por razões de segurança, poderem se sentar à mesa de negociações com o governo e assim garantir a libertação da minha mulher e dos demais reféns", acrescentou o marido de Betancourt.

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