Jornalistas venezuelanos são agredidos por supostos chavistas

Grupo acabou atacado no centro de Caracas quando distribuía panfletos a favor da liberdade de expressão

Efe,

14 de agosto de 2009 | 00h59

Doze jornalistas venezuelanos ficaram feridos nesta quinta-feira, 13, quando distribuíam panfletos a favor da liberdade de expressão em uma avenida no centro de Caracas após o ataque de um grupo de supostos partidários do Governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

 

Marcos Ruiz, do jornal Últimas Noticias, foi atacado por pelo menos quatro pessoas, que o agrediram com socos e pedaços de pau, e foi levado imediatamente para um hospital, disse Gledys Pastrana, sua colega e testemunha dos fatos. Jesús Hurtado, do jornal El Mundo Economía, e Gabriela Irribarren, redatora do Últimas Noticias, foram atingidos na cabeça e no rosto, respectivamente.

 

Os demais profissionais de imprensa foram agredidos em diversas partes do corpo, segundo o que foi relatado por Pastrana, que é jornalista do grupo editorial Cadena Capriles.

 

O diretor do Últimas Noticias, Eleazar Díaz Rangel, explicou que seis dos jornalistas feridos foram internados para tratar dos ferimentos mais graves.

 

Segundo ele, "presumivelmente" os agressores seriam "da televisão estatal Ávila TV, já que saíram de sua sede e, armados com objetos contundentes, atacaram os jornalistas".

 

A Cadena Capriles é um dos conglomerados de imprensa mais importantes da Venezuelan e publica os jornais Últimas Noticias, El Mundo Economía y Negócios e o esportivo Líder, todos em Caracas.

 

A estatal Ávila TV rejeitou em comunicado as acusações que vinculam seus funcionários às agressões a jornalistas da Cadena Capriles. "Desmentimos oficialmente as acusações maliciosas da imprensa privada, onde se diz que trabalhadores saíram das  instalações de nosso canal para cometer atos violentos", diz a estatal na nota.

 

"Esse tipo de ações são totalmente contrárias ao espírito de nosso grupo de trabalhadores e ao deste canal como instituição", acrescentou.

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