Edgard Garrido/ REUTERS
Edgard Garrido/ REUTERS

Jovem morre após ser baleado em manifestação no Chile, o quarto em 4 dias de protestos

Quando as manifestações no Chile pareciam diminuir, a violência voltou a tomar as ruas de Santiago

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2020 | 00h50

SANTIAGO - Um jovem de 24 anos morreu depois de levar um tiro na cabeça nesta sexta-feira, 31, em mais um dia de protestos no Chile. Essa é a quarta morte em quatro dias no contexto da crise social no Chile. O estudante levou um tiro na noite de quarta-feira, 29, na comuna de Padre Hurtado, sul de Santiago, e foi levado em estado grave para um hospital, onde morreu dois dias depois.

O incidente ocorreu durante um protesto pela morte de um fã do clube de futebol Colo-Colo, que foi atropelado por um caminhão da polícia em meio a confrontos entre torcedores e agentes de segurança do lado de fora do estádio da equipe em Santiago, depois de uma partida do torneio oficial na noite de terça-feira.

A morte provocou protestos, que tinham reduzido sua intensidade nas últimas semanas. A Garra Blanca, violenta torcida do Colo-Colo, convocou manifestações que resultaram em saques e incêndios comerciais, além de escritórios e transporte públicos que se estenderam por três dias.

Um manifestante que participava de protestos morreu na quarta-feira atropelado por um ônibus roubado e outro morreu asfixiado durante o incêndio de um supermercado que havia sido saqueado na manhã de sexta-feira.

A crise social no Chile começou em 18 de outubro, com graves manifestações contra a desigualdade no país, além de um sistema de pensões herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), entre outras demandas sociais.

O número de mortos desde o início do surto social até 28 de janeiro chegou a 31, de acordo com relatório atualizado da promotoria chilena divulgado nesta sexta-feira. /AFP

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