John Vizcaino/Reuters
John Vizcaino/Reuters

Juan Manuel Santos, herdeiro do 'uribismo'

SÃO PAULO - O candidato do governista Partido Social da Unidade Nacional, também conhecido como Partido da U, Juan Manuel Santos, se considera o verdadeiro sucessor do presidente Álvaro Uribe e defensor de seu legado, que vem sendo construído há oito anos na Colômbia.

estadão.com.br

25 de maio de 2010 | 12h37

 

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Em contraste com seu maior rival nas eleições do dia 30 de maio, Antanas Mockus, do Partido Verde, Santos tem uma vasta experiência no gabinete ministerial. Em 1991, foi ministro do Comércio Exterior, e depois passou pela pasta da Fazenda de 2000 a 2006.

 

Foi como ministro da Defesa, porém, que ficou mais conhecido na Colômbia e na América Latina. Em 2008, Santos ordenou o polêmico ataque a uma base das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, o que desatou uma crise diplomática entre os governos de Uribe e Rafael Correa. Meses depois, liderou a operação de resgate de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns da guerrilha.

 

Considerado por Hugo Chávez como "um homem de guerra" e como "um perigo para a paz", Santos é o responsável pela política de tolerância zero da gestão Uribe sobre as Farc. O candidato é o estrategista do plano de Segurança Democrática que rendeu às guerrilhas suas piores perdas no últimos anos, o que resultou no enfraquecimento do crime organizado na Colômbia, o que Santos leva como seu principal trunfo para chegar à presidência.

 

Nascido em 1951 em Bogotá, antes de chegar à política Santos fez carreira como economista e, posteriormente, se tornou subeditor do jornal El Tiempo, de propriedade de sua família. É um dos fundadores do Partido da U, que ajudou a criar com o intuito de reunir todas as forças do uribismo.

 

Santos fala em reaproximação e retomada do comércio com a Venezuela e com o Equador, embora seja um grande crítico dos líderes esquerdistas dos países vizinhos. Sua atual preocupação, no entanto, é tentar transferir a alta popularidade de Uribe para si e recuperar o apoio do eleitorado, já que viu suas intenções de voto reduzirem enquanto Mockus ganhou espaço.

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