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Juiz argentino manda ex-membros da ditadura para prisão comum

A Justiça da Argentina resolveu naquarta-feira transferir para prisões comuns 15 ex-membros daditadura que vivem presos em instalações militares após umapolêmica relacionadas à morte de um dos detentos. A decisão foi tomada pelo juiz Sergio Torres, encarregadodo chamado processo Esma, o maior centro de detenção e torturada ditadura que governou o país entre 1976 e 1983. A medida surge depois da morte, na semana passada, poringestão de cianureto, de um antigo membro da ditadura queestava sob os cuidados da Marinha. Entre os ex-integrantes da Marinha que serão transferidosestão o chamado "anjo loiro" Alfredo Astiz, um dos maioresícones da ditadura, e Jorge "Tigre" Acosta. Torres afirmou que, com sua decisão, pretende "garantir asegurança dos detentos" a partir "dos fatos que surgiram com amorte de Héctor Febres", segundo consta no mandado ao qual aReuters teve acesso. A transferência dos detentos para uma prisão comum é umaexigência antiga dos familiares das vítimas e das organizaçõesde defesa dos direitos humanos. Estima-se que cerca de 200acusados se encontram sob custódia militar. Febres, 66, morreu no dia 10 de dezembro na prisão, quatrodias antes de comparecer a uma audiência para tomar ciência dasacusações das quais era alvo. O ex-militar era acusado departicipação do sequestro e tortura de quatro pessoas mantidasna Esma. A morte de Febres, cuja família continua detida enquanto seinvestiga como o preso teve acesso ao cianureto, provocoutambém a demissão de Carlos Fernández, o chefe da PrefeituraNaval, órgão responsável pela guarda dele. Fernández perdeu o cargo devido aos privilégios com quecontava Febres enquanto esteve detido. Na Esma, muitas pessoas foram detidas e torturadas antes deserem sedadas e jogadas de aviões sobre o rio da Prata.

LUCAS BERGMAN, REUTERS

19 de dezembro de 2007 | 15h50

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