Juiz dá liberdade provisória a familiares de Pinochet

Decisão foi tomada pelo mesmo magistrado que decretou prisões; beneficiados terão de pagar fiança

Efe,

05 de outubro de 2007 | 19h16

A família do ex-ditador Augusto Pinochet e outros 16 colaboradores do general chileno morto em dezembro conseguiram nesta sexta-feira, 5, a liberdade provisória. Na quinta-feira, os 22 beneficiados e uma 23ª pessoa foram presas por malversação de fundos públicos durante o governo de Pinochet.  Veja também:Juiz manda prender familiares e colaboradores de PinochetEntenda o escândalo que envolve a família  Jornal chileno detalha acusados (em espanhol) A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Cerda, o mesmo que processou e ordenou a prisão dos 23 suspeitos - entre eles a viúva do general e todos os seus cinco filhos. A medida precisará ser aprovada pela Corte de Apelações chilena, que se reúne no sábado para tomar uma posição.  O único colaborador de Pinochet que não está entre os beneficiados é o ex-assessor financeiro do general Oscar Aitken, que está foragido.  "Não há razões justificadas para manter essa medida cautelar", disse Cerda a jornalistas. Caso a liberdade provisória seja ratificada, o juiz fixará uma fiança aos detidos, que poderão abandonar o cárcere assim que a quantia for paga.  A medida, no entanto, não anula os processos movidos contra os colaboradores de Pinochet.

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