Juíza de paz argentina se nega a casar gays por temer 'punição de Deus'

País aprovou lei na quinta e se tornou o 1º da América Latina a contar com união homossexual

Efe,

16 de julho de 2010 | 21h56

BUENOS AIRES- Uma juíza de paz argentina afirmou nesta sexta-feira, 16, que se negará a casar pessoas do mesmo sexo por temer uma "condenação de Deus", mesmo que isso lhe custe a carreira, após a aprovação da lei que permite o casamento homossexual na Argentina.

 

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Segundo a juíza de paz Marta Covella, da província de La Pampa (centro da Argentina), os casais homossexuais não deixarão de se unir por causa dela, já que um juiz suplente será designado para ratificar o matrimônio.

 

"Mas eu, por uma questão de princípios cristãos, não posso fazê-lo. Porque na Bíblia, Deus não aprova essa forma de viver. Uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus", justificou Covella.

 

Mesmo levando em conta os riscos de ser destituída ou criticada pela opinião pública, ela afirma que "por nada nem por ninguém" irá contrariar seus princípios. O que não quero é que Deus me condene", ressaltou.

 

A Argentina aprovou nesta quinta-feira uma reforma do Código Civil que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tornando-se o primeiro país da América Latina a contar com a união homossexual depois de um duro e intenso debate legislativo que reflete a divisão que existe no país a respeito do tema.

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