Pedro Armestre/AFP
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Julian Assange contrata Baltasar Garzón, jurista espanhol

Fundador do WikiLeaks está refugiado na embaixada do Equador em Londres

Reuters

25 de julho de 2012 | 09h21

QUITO - O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, contratou o jurista espanhol Baltasar Garzón para assessorá-lo enquanto busca asilo político no Equador, informou na terça-feira, 24, o ministro de Relações Exteriores do país, Ricardo Patino.

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Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de junho. O ex-hacker, que enfureceu o governo norte-americano em 2010 quando seu site WikiLeaks publicou cabos diplomáticos secretos dos EUA, é procurado na Suécia para interrogatório por supostos crimes sexuais.

O ativista australiano violou os termos de sua fiança e solicitou asilo ao Equador por temer que possa ser enviado aos Estados Unidos, onde considera que sua vida estaria em perigo.

"O senhor Assange pediu os serviços do advogado Baltasar Garzón para tratar de seu caso, e claro, ele tem todo o direito de contratar e de buscar o apoio jurídico de que necessita e possa necessitar para o processo de solicitação de asilo político que apresentou ao Equador", afirmou Patino a jornalistas em Quito.

O governo equatoriano disse que levará o tempo que for necessário para fazer uma análise detalhada da solicitação de asilo de Assange antes de tomar uma decisão.

Garzón, um juiz que se tornou mundialmente conhecido por sua defesa dos direitos humanos, é famoso por ter ordenado a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, em 1998.

Patino disse que recebeu bem a participação de Garzón no caso de Assange, porque o governo equatoriano mantém uma "relação muito boa" com o jurista. Garzón faz parte de um painel internacional que foi criado para supervisionar a atual reforma do Judiciário do Equador, país membro da Opep.

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