Justiça acredita em lavagem de dinheiro no caso da mala

Promotoria investiga o venezuelano Guido Antonini Wilson por 'contrabando em grau de tentativa'

Efe,

11 de agosto de 2007 | 13h00

A procuradora argentina María Luz Rivas Diez, que investiga a entrada não declarada ao país de US$ 800 mil pelas mãos do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, disse neste sábado, 11, que "poderia haver lavagem de dinheiro" no caso. Veja TambémArgentina quer que Venezuela se desculpe por mala de dinheiroEscândalo afasta Kirchner de Chávez Kirchner diz que buscará verdade 'doa a quem doer'   Rivas Diez também não descartou a possibilidade de pedir o retorno ao país de Wilson para que preste depoimento, depois que o venezuelano chegou no sábado passado a Buenos Aires em um avião particular fretado pela argentina Enarsa no qual viajavam diretores da estatal e da Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA). "Poderia haver lavagem de dinheiro, mas suponho que (essa possibilidade) será investigada pela Unidade de Investigação Financeira (UIF)", afirmou a promotora ao ser questionada pela situação de Wilson, investigado pela Justiça argentina por "contrabando em grau de tentativa". O escândalo começou na quarta-feira, um dia depois do fim da visita à Argentina do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para realizar acordos de integração energética com o chefe de Estado argentino, Néstor Kirchner. O chefe do Gabinete de ministros, Alberto Fernández, afirmou que o governo não pretende "repetir a experiência da corrupção argentina". A oposição exigiu na sexta-feira a renúncia de De Vido à frente do Ministério do Planejamento, responsável pelas obras públicas, da Enarsa e do organismo de controle de concessões viárias, cujo diretor, Claudio Uberti, foi cassado na quinta-feira por causa do escândalo.

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