Justiça aprova extradição de carcereiro das Farc para os EUA

A Corte Suprema da Colômbia autorizou a extradição para os Estados Unidos de um dos dois rebeldes que vigiaram três norte-americanos e a política Ingrid Betancourt durante o sequestro deles, mas advertiu que ele poderá ser julgado apenas por narcotráfico e tráfico de armas. O tribunal informou na sexta-feira que ante o pedido de extradição de Geraldo Antonio Aguilar, conhecido como "César", manteve sua decisão de negar a entrega pelo delito de tomada de reféns, como o fez recentemente com Alexandre Farfán, o "Gafas". Aguilar foi capturado junto com Farfán na operação "Jaque", em 2 de julho passado, quando um comando militar resgatou os norte-americanos Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes, Betancourt e 11 efetivos do Exército e da polícia que permaneciam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A justiça norte-americana solicitou a extradição de Aguilar pelos delitos de tomada de reféns, narcotráfico e tráfico de armas. No caso de Farfán, o governo de Washington solicitou sua extradição apenas por tomada de reféns, por isso o tribunal negou o pedido com o argumento de que os três norte-americanos foram sequestrados em território colombiano, tese mantida com Aguilar. No passado, a justiça colombiana autorizou a extradição para os EUA de importantes líderes das Farc, como Ricardo Palmera, conhecido como "Simón Trinidad", e Nayibe Rojas, ou "Sonia", que enfrentaram acusações de narcotráfico. Considerado o principal aliado dos EUA na América Latina, o presidente Alvaro Uribe havia anunciado sua disposição de entregar à justiça daquele país os dois guerrilheiros capturados na selva durante o resgate dos 15 reféns, caso recebesse autorização do tribunal. Os reféns resgatados em julho pelo Exército e outros que foram entregues pela guerrilha na selva da Colômbia a missões humanitárias acusaram César e Gafas de terem sido seus carcereiros. Eles também foram acusados pelos ex-reféns de os terem submetido a humilhações e tratamentos degradantes durante o cativeiro.

REUTERS

20 de fevereiro de 2009 | 15h14

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